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Lava Jato investiga Rio 2016 e faz buscas na casa de Nuzman

11:27 | 05/09/2017
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[FOTO1] A Polícia Federal, junto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta terça-feira a força-tarefa “Unfair Play”, que faz parte da Lava Jato, para desvendar um suposto esquema criminoso envolvendo o pagamento de propina para que o Rio de Janeiro fosse escolhido como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A polícia iniciou as investigações na casa do ex-atleta e atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
 
No início desta manhã, a PF foi até a casa do ex-jogador de vôlei para cumprir mandado de busca e intimar Nuzman para prestar depoimento. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) também é alvo da Operação. O jornal francês Le Monde Já havia anunciado no início do ano que houve o pagamento de propina a alguns dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI).
 
O advogado Sergio Mazzillo, responsável pela defesa de Nuzman, afirmou que o presidente do COB vai depor, sem condição coercitiva, por conta própria e isentou o dirigente de culpa. “Não existem fortes indícios de nada, ele afirma que não atuou de maneira nenhuma irregular, nada foi feito de errado durante a campanha. Ele não está abatido, está tranquilo e sereno”, disse.
 
A operação desta terça conta com 70 policiais federais cumprindo dois mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal, na capital do Rio de Janeiro, em Nova Iguaçu e em Paris.
 
“Os fatos apurados indicam a possibilidade de participação do dono das empresas terceirizadas em suposto esquema de corrupção internacional para a compra de votos para que a capital fluminense fosse escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional como sede das Olimpíadas 2016, o que ensejou pedido de cooperação internacional com a França e os Estados Unidos”, diz trecho do comunicado emitido pela PF.
 
Apesar de a etapa começar a ser deflagrada nesta manhã, as investigações já ocorrem há nove meses e apontam a “entrega de dinheiro em espécie, como por meio da celebração de contratos de prestação de serviços fictícios e também por meio do pagamento de despesas pessoais”, segundo a Polícia Federal. A relação com os franceses se dá pelas transferências bancárias no exterior para a conta de doleiros.
 
Os acusados podem ser indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização perigosa.
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