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Momento político no Atlético-MG esquenta e prefeito de BH entra no debate pela situação

Em campo, o momento atleticano é diferente dos últimos anos: fora de disputas importantes e na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O gramado reflete nos bastidores. Em reunião do conselho deliberativo do clube, nessa sexta-feira à noite, o prefeito de Belo Horizonte, o ex-presidente do clube, Alexandre Kalil, entrou em defesa da diretoria [?]

11:30 | 26/08/2017

Em campo, o momento atleticano é diferente dos últimos anos: fora de disputas importantes e na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O gramado reflete nos bastidores. Em reunião do conselho deliberativo do clube, nessa sexta-feira à noite, o prefeito de Belo Horizonte, o ex-presidente do clube, Alexandre Kalil, entrou em defesa da diretoria atual e do ex-diretor de futebol, André Figueiredo.

Na reunião do conselho, Kalil defendeu André Figueiredo, acusado de ligação com empresário. ?As reuniões do Conselho podiam ser festivas, comemorações de títulos e mais títulos, mas mesmo assim havia alguns que nunca apareciam. São os mesmos que querem acabar com a honra dos outros, os mesmos que pedem cabeças mesmo sem ter provas para acusar?, disse.

Desde a morte de Eduardo Maluf, André Figueiredo foi efetivado no cargo. No entanto, o dirigente sempre encontrou muita rejeição, tanto dos torcedores quanto de alguns atletas que tiveram problemas com o diretor. Kalil, porém, salientou os títulos de Figueiredo quando era diretor da base ? função que voltou a exercer agora que foi afastado das atividades no profissional.

?Quero informar vocês que, em seis anos de categoria de base no Atlético, ganhamos 29 títulos. Fomos campeões da Copa do Brasil sub-17 e agora sub-20. Então quero dizer que aqui não tem advogado de ninguém. Mas se quem está querendo construir o estádio é bandido, que se apresenta provas disso. Com provas eu serei o primeiro a ir contra. Se o senhor André Figueiredo é bandido, apresentem as provas porque se o presidente não tomar providências, cabe aqui um crime de responsabilidade e omissão?, acrescentou.

Enquanto falava, Kalil foi interrompido por conselheiros da oposição, que afirmavam ter provas contra André Figueiredo. O ex-presidente atleticano pediu a apresentação de documentos para a acusação.

?Espera aí, espera aí que eu não interrompi você hora alguma, depois você pega a palavra novamente. E tem que deixar falar mesmo, aqui é a casa pros conselheiros falarem mesmo. Tem que falar mesmo, não tem problema. Mas quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Então é o seguinte, quem for o bandido, que entregue provas para a diretoria. Se quem quer construir estádio é bandido, que provem. O que nós temos hoje é um novo clube, um clube moderno, que quer avançar. Cada um tem sua opinião. Respeito o Edson (Simão), doutor Roberto, não há problema algum divergir, mas que se tragam provas?, reforçou.

O Atlético está próximo de conseguir aprovar a construção de sua nova arena. Para isso, precisa da aprovação do Conselho Deliberativo, votação que será na segunda metade do mês de setembro.

?Aqui tem muita gente que só participou da derrota, muita gente que ajudou a emburacar este clube. Se quer ganhar, vamos votar, vamos ganhar, vamos anular o estádio e vamos respeitar. Não vai ter estádio? Não vai ter. Não tem problema, é só o conselho deliberar, é assim que se faz?, finalizou.

Embora esteja fora oficialmente do Atlético, Kalil ainda tem voz ativa nos bastidores. Além de ser conselheiro, Alexandre é ouvido pelo atual presidente do Galo, Daniel Nepomuceno. Para se ter uma ideia, com a saída de André Figueiredo da diretoria de futebol do clube, foi a pedido do atual prefeito de Belo Horizonte que o diretor de comunicação, Domênico Bhering assumiu o cargo interinamente.

 

Gazeta Esportiva

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