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Fifa aprova teste para substituição adicional em caso de concussão

Segundo a diretriz, todo jogador com suspeita de concussão deve sair de campo e não voltar. Com isso, a equipe terá direito de fazer mais uma mudança

14:59 | 16/12/2020
Jogadores esboçam preocupação após Raúl Jiménez sofrer pancada na cabeça na partida entre Arsenal e Wolverhampton (Foto: JOHN WALTON / AFP )
Jogadores esboçam preocupação após Raúl Jiménez sofrer pancada na cabeça na partida entre Arsenal e Wolverhampton (Foto: JOHN WALTON / AFP )

Em reunião anual realizada nesta quarta-feira, a Fifa e a Ifab aprovaram período de testes para uma mudança de regra: substituição em caso de concussão (lesão no cérebro). A ideia será desenvolvida ao longo de 2021 e tenta tratar com mais seriedade às concussões que ocorrem no esporte.

Segundo a diretriz, todo jogador com suspeita de concussão deve sair de campo e não voltar. Para não ser prejudicado numericamente, o time poderá substituir o atleta, independente do número de trocas realizadas anteriormente.

Segundo a Fifa, a novidade previne que jogadores sofram mais de uma concussão em um jogo, o que pode trazer danos graves à saúde do atleta; envia a mensagem de que, na dúvida, o jogador deve sair; tira a pressão de médicos para fazerem avaliações rápidas; e é fácil de ser seguida.

A partir de janeiro, federações, confederações e organizadores de campeonatos poderão procurar a Fifa para adotar a regra temporariamente e dar feedback.

5 substituições, bola na mão e VAR

Outros temas foram discutidos e acordados na reunião. A Fifa prolongou o usou de cinco substituições para campeonatos locais que terminam até dezembro de 2021 e campeonatos internacionais que terminam até julho de 2022; o tema será revisitado na próxima reunião anual.

Com relação às penalidades após toques na mão, foi comunicado que nem todo toque é faltoso ou deva ser considerado. Em caso de movimento "anormalmente maior", o árbitro deve julgar a posição do braço ou da mão, relacionando com o momento da jogada.

A Fifa também anunciou que está trabalhando em inovações tecnológicas que tornariam o VAR barato e acessível para ser utilizado em campeonatos de menor orçamento.