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MP paraguaio desiste de denúncia e Ronaldinho deve voltar ao Brasil

O ex-jogador brasileiro está preso no Paraguai há cinco meses, em prisão domiciliar na maior parte do período

Gabriel Lopes
17:33 | 07/08/2020
Ronaldinho prestou depoimento à unidade Contra o Crime Organizado do Ministério Público paraguaio. (Foto: Divulgação/Fiscalía Paraguay)
Ronaldinho prestou depoimento à unidade Contra o Crime Organizado do Ministério Público paraguaio. (Foto: Divulgação/Fiscalía Paraguay)

O ex-jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho pode estar próximo de retornar ao Brasil. Detido no Paraguai desde março, há cinco meses, ele e seu irmão, Assis, foram acusados por falsidade ideológica e estão em prisão preventiva desde 6 de março, aguardando julgamento definitivo. Contudo, com a desistência de denúncia do Ministério Público paraguaio, os dois devem deixar a prisão domiciliar, visto que o prazo máximo de prisão preventiva no Paraguai é de seis meses.

Dessa forma, Ronaldinho e Assis devem aguardar o julgamento definitivo em liberdade a partir do início de setembro, quando o prazo máximo se encerra, em terras brasileiras. O documento do MP, compartilhado com reportagem do ge, diz que não há indícios de planejamento de obtenção dos documentos irregulares, mas que isso não o exime da responsabilidade.

Para conceder o retorno ao Brasil, o MP sugeriu algumas penas para os irmãos. Ronaldinho teria liberdade condicional de um ano e multa de R$ 487 mil, enquanto Assis cumpriria liberdade condicional por dois anos e pagaria multa de R$ 596 mil. Os dois também devem declarar residência fixa no Brasil e comparecer a cada três meses a uma autoridade judicial brasileira.