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"Nenhuma partida merece colocar em risco uma vida", afirma presidente da Fifa

Questionado sobre quando o futebol vai voltar, Gianni Infantino ressalta que a preocupação neste momento é controlar a pandemia de Covid-19

10:02 | 11/04/2020
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, não fez previsão de quando o futebol irá retornar
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, não fez previsão de quando o futebol irá retornar (Foto: AFP)

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se mostrou cauteloso em relação à possível data de reinício das competições de futebol, afirmando na última sexta-feira, 10, que "nenhuma partida merece colocar em risco uma vida".

Infantino se esquivou de falar abertamente sobre o calendário do futebol, insistindo na importância de se focar primeiramente na saúde.

+Futebol ainda não vai voltar nas próximas semanas, segundo presidente da Fifa

"Nenhuma partida, nenhuma competição, nenhum campeonato merece colocar em risco uma vida. Seria totalmente irresponsável retomar as competições caso a situação não esteja 100% segura", declarou o dirigente.

Infantino anunciou o adiantamento de alguns pagamentos às federações para combater a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, além da criação no futuro de um fundo de ajuda para o futebol.

Desta forma, "o pagamento da segunda parte dos custos operacionais das associações-membro do programa Forward, prevista para o segundo semestre foram adiantados", explicou.

O programa Forward, criado em 2016 por Infantino, estabelece ajudas financeiras que repartem entre as federações um valor de 1,746 bilhão de dólares no período de 2019-2022.

As federações "precisam saber que não vamos abandoná-las e encontraremos soluções juntos. Nunca estarão sozinhas. Todo mundo saberá para onde vai o dinheiro e, principalmente, saberá o porquê de tal valor ir para tal lugar", disse Infantino em vídeo enviado às 211 federações-membro da Fifa.

O presidente da Fifa explicou que consultas estavam sendo feitas para "preparar uma resposta adaptada, com ajuda de um fundo dotado de uma estrutura de governança independente".

No início da semana, a Fifa se mostrou "flexível" sobre as questões mais jurídicas e sociais, recomendando que sejam alcançados acordos salariais entre jogadores e clubes, debilitados economicamente, adiando a janela de transferência de verão e prolongando os contratos a expirar até que se possa concluir a temporada.