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Artilheiro do último Mundial, zagueiro fala em falta de chances no São Paulo

Se você acompanha futebol sabe que não é raro encontrar um brasileiro pouco conhecido em nosso país estar brilhando em algum lugar no mundo do futebol internacional. Esta descrição se encaixa perfeitamente no caso vivido por Maurício Antônio, zagueiro que vem se destacando com a camisa do Urawa Red Diamonds, do Japão. Criado na base [?]

09:15 | 05/06/2018

Se você acompanha futebol sabe que não é raro encontrar um brasileiro pouco conhecido em nosso país estar brilhando em algum lugar no mundo do futebol internacional. Esta descrição se encaixa perfeitamente no caso vivido por Maurício Antônio, zagueiro que vem se destacando com a camisa do Urawa Red Diamonds, do Japão.

Criado na base do São Paulo, o defensor já defendeu as cores do Pelotas, Penapolense, Juventus da Mooca enquanto jogava no Brasil, até se transferir ao futebol português, onde defendeu o Portimonense, o Porto B e o Marítimo, seu último clube antes de se transferir ao futebol asiático.

Campeão da Liga dos Campeões da Ásia da temporada passada pelo clube japonês, o defensor chamou atenção em sua participação no Mundial de Clubes de 2017. Apesar de marcar gols não ser sua especialidade, Maurício anotou dois tentos no torneio e encerrou a competição dividindo a artilharia do campeonato com ninguém mais, ninguém menos que Cristiano Ronaldo, além do também brasileiro Romarinho.

?Apesar da posição (5º colocado), foi incrível. Pessoalmente, uma conquista de objetivo traçado. Quando cheguei ao Urawa Reds, falei que tinha vindo para ser campeão. E o fiz duas vezes. Ganhamos a Copa Suruga, contra a Chape, e a Champions Asiática, o maior campeonato do Continente. O título nos deu a possibilidade de jogar o Mundial de Clubes. Esperávamos ir adiante, mais longe, só que nem tudo saiu como planejado. Mesmo assim, tive a felicidade de marcar dois gols em uma partida e terminar minha participação com essa conquista pessoal, a artilharia da competição?, declarou com exclusividade à Gazeta Esportiva.

Porém, se hoje o jogador de 26 anos tem destaque numa liga futebol internacional e seu nome é pouco conhecido em nosso país existe um motivo para isso: a falta de oportunidades. Formado nas categorias de base do São Paulo ao lado de outros nomes de destaque como Lucas e Casemiro, Maurício relembra que, enquanto a dupla subiu para o profissional e teve a chance de ganhar o seu espaço, ele foi aconselhado a esperar mais tempo na equipe da base.

?Acho que faltou um pouco mais de paciência. Eu jogava na mesma época do Lucas e do Casemiro. Junto com eles, era um dos destaques da base. Quando eles subiram, eu também queria ir para o profissional, mas o tempo de zagueiro é diferente. A diretoria sempre pede para esperar um pouco mais e eu não quis. Me sentia preparado para jogar no time de cima. Resolvi buscar minha oportunidade fora do clube?, relembrou o defensor.

No entanto, Maurício não quer ficar muito tempo pensando no passado. Isso porque, se na temporada passada o Urawa Reds conseguiu o título mais importante de todo o continente, a campanha atual tem sido bem mais modesta. Tanto que na 14ª colocação do Campeonato Japonês a equipe decidiu realizar uma mudança no comando técnico da equipe, e o nome escolhido pela diretoria é bastante conhecido do torcedor brasilero: Oswaldo de Oliveira.

?O Oswaldo é um cara vencedor, brasileiro e com muita experiência no futebol! Será ótimo tê-lo no comando e vai nos acrescentar bastante. Ele tem bagagem também no futebol japonês e temos muito a aproveitar. O antigo treinador fica como diretor de futebol e faz parceria com o Oswaldo para direcionar o time?, avaliou o defensor que garantiu não ter o desejo de retornar ao futebol brasileiro no momento.

?Às vezes passa pela minha cabeça voltar para o Brasil e jogar em uma equipe de ponta. Mas não é algo que planejo para agora. Ainda tenho muito a percorrer no futebol. Existe também o mercado europeu, onde deixei uma marca importante no Campeonato Português e, principalmente, existe a minha realidade. Estou em casa no Japão. Me sinto bem e minha família foi muito bem acolhida. Não tenho o porquê de pensar fora daqui agora?, completou.

*Especial para a Gazeta Esportiva

Gazeta Esportiva

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