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Gerente jurídico do Santos culpa funcionário demitido por punição no caso Sánchez

Gerente jurídico do Santos, Rodrigo Gama Monteiro culpou Felipe Nobrega, advogado demitido nesta semana, pela escalação de Carlos Sánchez e a punição da Conmebol nas oitavas de final da Libertadores da América contra o Independiente-ARG. Em reunião do Conselho Deliberativo, Rodrigo pegou a palavra e culpou Felipe, que estava há 11 anos no clube. O [?]

23:15 | 30/08/2018

Gerente jurídico do Santos, Rodrigo Gama Monteiro culpou Felipe Nobrega, advogado demitido nesta semana, pela escalação de Carlos Sánchez e a punição da Conmebol nas oitavas de final da Libertadores da América contra o Independiente-ARG.

Em reunião do Conselho Deliberativo, Rodrigo pegou a palavra e culpou Felipe, que estava há 11 anos no clube. O gerente desmentiu o presidente José Carlos Peres, que afirmou que a demissão do advogado não teve a ver com o caso de Sánchez. 

?Quando eu cheguei ao Santos, instituí protocolo de investigação de jogadores e inscrições. Se há condição ou não. De antemão ressalto, em qualquer clube do Brasil são dois departamentos responsáveis pela legalidade de jogadores. Departamento de futebol + registros. Instituí protocolo de checagem, envolvia entrevista de jogadores, com cartões pela Conmebol, sistema de gestão da CBF com verificação em clubes anteriores, havia também checagem no sistema Comet, sistema legítimo, 10 funcionalidades e precisam reconhecer, mas Conmebol não achou legítimo. Protocolo não foi cumprido pelo responsável pelo registro de transferências. Perguntei no dia seguinte ao jogo, depois de publicação no Diário Olé, se havia cumprido o protocolo. Funcionário disse que não. E chegamos onde chegamos. Foi isso que aconteceu e foi mandado embora. Foi instituído e se tivesse seguido à risca, certamente não sofreria a situação. Infelizmente, esqueceu e não fez?, disse o gerente jurídico.

O presidente José Carlos Peres alegou reformulação no departamento jurídico nesta quinta-feira, em evento na Federação Paulista de Futebol.

?Está havendo uma confusão. Tínhamos feito demissão de outro na sexta, estamos fazendo uma reforma e chegou a vez dele. Quiseram ligar uma coisa na outra. Se basearam no sistema Comet e não teria motivo para mandar embora. Não foi por justa causa, é uma arrumada no clube. Demissões todos os dias ou quase sempre para transformarmos o clube no tamanho que tem que ter, não muito maior hoje?, disse o presidente, em evento na Federação Paulista de Futebol?, afirmou o presidente.

Em entrevista à Folha, Felipe Nobrega negou culpa pela suposta escalação irregular de Carlos Sánchez e disse que foi surpreendido pela demissão.

?Fui surpreendido com uma chamada do RH para informar minha demissão, sem que eu tenha sido informado pelos meus superiores. Me desenvolvi profissionalmente dentro do Santos, tenho amor incondicional pelo clube, mas a forma que está sendo dado esse desfecho para mim, por essa exposição que não partiu do clube, me deixa muito chateado?, disse o advogado.

O presidente José Carlos Peres desconfia da oposição e não desiste da defesa do caso Carlos Sánchez na Conmebol ou até no CAS (Comissão Arbitrária do Esporte). O gerente jurídico Rodrigo Gama Monteiro também afirmou que vai até as últimas instâncias para reverter o 3 a 0 aplicado na ida das oitavas de final da Libertadores, em Avellaneda. Com o 0 a 0 no Pacaembu, o Santos foi eliminado.

Gazeta Esportiva

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