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Comitê de Gestão quer mais força no Santos para evitar novos erros

O Comitê de Gestão quer ter mais força no Santos. Os membros, capitaneados por Andres Rueda, buscam um regulamento interno para participar das principais decisões do clube. Hoje, até o vice-presidente Orlando Rollo está escanteado. O presidente José Carlos Peres reconhece as ações. O colegiado é formado por nove membros e os outros oito além [?]

10:15 | 08/06/2018

O Comitê de Gestão quer ter mais força no Santos. Os membros, capitaneados por Andres Rueda, buscam um regulamento interno para participar das principais decisões do clube. Hoje, até o vice-presidente Orlando Rollo está escanteado. O presidente José Carlos Peres reconhece as ações.

O colegiado é formado por nove membros e os outros oito além de Peres pretendem ter o direito de opinar. Rueda acredita que, dessa forma, evita-se a possibilidade de irregularidades, como no caso da contratação do zagueiro equatoriano Jackson Porozo.

?Erros vão acontecer nesse momento de transição. Não é o Comitê de Gestão quem vai ver item por item, essa fiscalização é muito bem feita pelo Conselho Fiscal Quando CF aponta, CG tem que levantar cada item. Podemos dizer que estamos fazendo ou não, mas claramente houve erro (com Porozo). Agora, sim, legalmente uma empresa não pode ter participação no direito econômico do jogador. FIFA não deixa. Esse erro vai ser corrigido. CG e Peres encaminharam correção. Não adianta florear?, disse Andres Rueda.

?CG precisa ter regulamento interno que não permita esse tipo de erro. Regulamento interno foi aprovado por Peres e CG e já está na Comissão de Estatuto. Enquanto o CG não tiver regulamento para bloquear esse tipo de coisa, teremos uma escapada ou outra. Desse jeito, não teríamos caso Damião, Geuvânio, comissão de Neymar e nosso amigo do Equador?, completou.

O Santos promete renegociar o contrato de Porozo, zagueiro de 17 anos. O acordo foi questionado em relatório do Conselho Fiscal sobre as contas do primeiro trimestre. O Peixe pagou 350 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhões) pelo defensor do Manta-EQU ? a primeira parcela foi quitada em 2 de março e há outros dois boletos para 30 de junho e 30 de agosto deste ano. O problema é que o alvinegro combinou de pagar 20% de uma futura venda ao Manta, além de 30% do lucro à empresa Hi Talent. Ou seja, comprometeu metade do lucro.

Um dos fundadores da Hi Talent é Ricardo Crivelli, o Lica, coordenador das categorias de base afastado por acusação de abuso sexual. O profissional se retirou da sociedade em junho de 2015, substituído por Eduardo Brito de Melo, que, como apontado pelo relatório, tem como endereço residencial o mesmo de Lica. Ele era sócio do presidente José Carlos Peres em outra empresa, a Saga Talent. A firma foi encerrada recentemente, com baixa registrada em 23 de maio, depois do assunto ser amplamente divulgado na imprensa. O mandatário garante que a Saga não opera há anos.

O Santos alega que essas cláusulas são de um pré-contrato ? Porozo só poderá jogar em agosto, quando completará 18 anos. A ideia do Peixe é renegociar o acordo e tirar a Hi Talent da operação, com 50% para cada clube. O alvinegro admite, nos bastidores, que Lica foi quem conduziu o negócio de forma equivocada.

Gazeta Esportiva

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