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William Machado tira dúvidas e esclarece função no Santos

O gerente de futebol do Santos, William Machado, explicou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, no CT Rei Pelé, as suas atribuições. Depois da demissão do executivo Gustavo Vieira, esperava-se que ele tivesse maior participação nas negociações. Mas não é assim que funciona. William resume seu cargo como ?agente facilitador dentro das várias equipes multidisciplinares? [?]

15:30 | 25/05/2018

O gerente de futebol do Santos, William Machado, explicou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, no CT Rei Pelé, as suas atribuições. Depois da demissão do executivo Gustavo Vieira, esperava-se que ele tivesse maior participação nas negociações. Mas não é assim que funciona.

William resume seu cargo como ?agente facilitador dentro das várias equipes multidisciplinares? no Peixe. Ou seja, busca atender às necessidades da comissão técnica e dos demais departamentos. As tratativas por reforços ficam por conta do presidente José Carlos Peres.

?É um cargo que está há pouco tempo no Brasil. Sou um agente facilitador dentro da comissão técnica. Futebol cresceu muito. Temos equipes multidisciplinares, fisiológica, médica, fisioterapia, preparação, logística e a parte técnica e atletas. Meu trabalho é fazer com que essas equipes trabalhem de forma harmoniosa. Não é fácil. Falo de 50 pessoas. Diariamente, tomamos decisões para o lado esquerdo ou direito, o que é melhor. Montamos logística, por exemplo. Meu papel é esse. Fazer com que cada uma dessas pessoas trabalhem da melhor forma possível em busca do mesmo objetivo?, explicou William.

William não negocia pelo Santos, mas a ajuda a apontar carências do elenco. Três delas são públicas: um volante, um meia e um centroavante. Com a dificuldade no mercado, o gerente acredita até que um 8 pode suprir a ausência de um 10.

?Conversamos, sim (sobre reforços). Não é segredo a busca por reforços. Gestão que assume dia 2 de janeiro sai atrás. Presidente tem feito o possível e o impossível. Salários estão em dia. Parece pouco, mas não é se tratando de futebol e e em um clube com dívida. Surgiram problemas, como dívida de R$ 20 milhões de um dia para o outro, qualquer empresa sentiria. Presidente foi bem em pagar os impostos atrasados e manter os compromissos com profissional e base. Precisamos de características diferentes para complementar o ataque, alguém mais de referência, para brigar e prender a bola. Não é fácil no mercado. A gente puxa a equação do que podemos pagar e o que tem disponível. Mercado está restrito. Meio-campo também buscamos. Se fala muito em médio, armador, não necessariamente. Fala-se muito do 10, mas precisamos de mais jogadores para potencializar. Às vezes uma peça faz todo um time dar o salto, às vezes é mais, às vezes o 8 potencializa os outros?, elucidou William, antes de valorizar o esforço do técnico Jair Ventura.

?Isso tudo, dentro de treinamentos, técnico vai experimentando desde que chegou. Usar 32 não é por acaso. É a busca incessante. Ele muda sistema de jogo algumas vezes. Tudo para tentar fazer a equipe evoluir, mas em determinados momentos faltam algumas peças para elevar a competitividade. Mesmo assim, temos conseguido objetivos, com muita determinação. E só conseguimos isso por causa do trabalho incessante de todos que estão aqui?, concluiu.

Em entrevista coletiva na última quarta-feira, o presidente José Carlos Peres afirmou que o Santos procura, sem pressa, por um novo executivo de futebol. Não há negociações em andamento.

Gazeta Esportiva

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