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?Miss Simpatia? do Santos, Vecchio conta histórias: ?Muita dificuldade?

Para quem frequenta o dia a dia do Santos, é normal ter a imagem de um Vecchio sorridente, que tem como hábito as brincadeiras com companheiros, membros da comissão técnica e demais funcionários do clube. Profissionais de todos os departamentos relatam que o argentino costuma conversar e brincar com todos. Porteiros, cozinheiros, faxineiros? ?Muitos jogadores [?]

06:15 | 08/02/2018

Para quem frequenta o dia a dia do Santos, é normal ter a imagem de um Vecchio sorridente, que tem como hábito as brincadeiras com companheiros, membros da comissão técnica e demais funcionários do clube.

Profissionais de todos os departamentos relatam que o argentino costuma conversar e brincar com todos. Porteiros, cozinheiros, faxineiros?

?Muitos jogadores esquecem de onde vêm. Acaba, se comportando de forma diferente. As faxineiras, cozinheiras, massagistas, todos são importantes. Jogadores de futebol treinam duas horas, mas outros trabalham 24 horas. Temos que valorizar. Isso vem de família. Me ensinaram a respeitar todo mundo. Trato todos como uma família?, disse Vecchio, em entrevista à Rádio Santos.

Vecchio acredita que a humildade vem da infância. O meio-campista passou por dificuldades financeiras e perdeu seu pai cedo, tendo que trabalhar desde pequeno.

?Tinha três anos e era goleiro. Baixinho? Meu pai não jogava futebol e não entendia muito. Minha mãe jogava futebol, gostava muito. Eles me diziam que o futebol era para brincar, não vida ou morte. Não falavam em jogar profissionalmente. Muitos pais pressionam os filhos hoje, eu brincava. Até oito anos jogava em time de bairro. Depois, um treinador me levou para jogar no Rosario Central, time que sempre torci e ia no estádio. Fiz uma caminhada complicada, sofrida, minha família era de classe baixa, mas o mais importante é que sempre lutei pelo sonho?, lembrou Vecchio.

?Passei muita dificuldade. Somos três irmãos, meu pai faleceu e o dinheiro não dava para comer às vezes. Eu trabalhei desde pequeno, sei o que é subir num ônibus para vender canetas e chocolates. Meu pai me ensinou e me deixou muitos valores. Nada material, mas muitos valores. Eu nunca mudei, sou o mesmo. Tenho uma mulher espetacular, humilde, e que todos os dias me faz entender que futebol é um trabalho como qualquer outro. A diferença é ser conhecido. Só isso?, completou.

Depois das dificuldades que superou, o desafio de ser o meia do Santos em 2018 não assusta. Com a saída de Lucas Lima, o argentino, que nunca escondeu a preferência em ser volante, tem sido o coordenador de jogadas.

?O ano tem sido muito bom. Sou um volante, mas estou trabalhando para fazer mais gols e arrumar jogadas para ajudar o time. O que importa é ajudar?, concluiu.

Gazeta Esportiva

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