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Conselheiros palmeirenses divulgam apoio a mudança estatutária

Um grupo de conselheiros do Palmeiras apresentou um manifesto de solidariedade à emenda que planeja mudar o estatuto do clube, permitindo a extensão do mandato do presidente de dois para três anos. Enfrentando resistência de outros grupos políticos do Palmeiras, a mudança foi vista pelo movimento, autointitulado Palmeiras do Futuro, como ?algo legítimo e compatível com a natureza [?]

18:15 | 18/05/2018

Um grupo de conselheiros do Palmeiras apresentou um manifesto de solidariedade à emenda que planeja mudar o estatuto do clube, permitindo a extensão do mandato do presidente de dois para três anos. Enfrentando resistência de outros grupos políticos do Palmeiras, a mudança foi vista pelo movimento, autointitulado Palmeiras do Futuro, como ?algo legítimo e compatível com a natureza de uma instituição esportiva, como é o caso do Palmeiras?.

A reforma estatuária permitiria à empresária Leila Pereira, que define os investimentos da Crefisa no clube, ser candidata a presidente já em 2021. Em meio a uma campanha para aprovar a mudança, que será votada nesta segunda-feira, ela chegou a reunir conselheiros do clube em um requintado jantar na noite desta quinta-feira, em um hotel nos Jardins, em São Paulo. No evento, desconversou sobre os seus planos. Para aprovar a mudança, ela deve obter 141 votos (metade mais um do total de conselheiros)

?Não, não?, esquivou-se Leila, quando questionada se a reforma estatuária tinha como objetivo antecipar a sua candidatura à presidência do Palmeiras. ?O meu interesse é colaborar com o clube, fazer com que continue sendo protagonista. Sempre. Não penso a longo prazo. Penso a curto prazo. O que o patrocinador quer é sempre colaborar?, discursou a conselheira e presidente da Crefisa, principal investidora palmeirense.

A chamada ?emenda Leila? pretende mudar o tempo dos mandatos dos presidentes do Palmeiras de dois para três anos. Dessa maneira, Leila Pereira se tornaria elegível em no pleito de 2021, e não mais de 2022, ao término da gestão posterior à de Maurício Galiotte (que tentará a reeleição ao final deste ano). Eleita conselheira em 2017, a dona da Crefisa precisa estar no seu segundo mandato de quatro anos no cargo para concorrer ao posto máximo do clube.

Para convencer os conselheiros, Leila aponta que grandes clubes do Brasil ? o rival Corinthians, por exemplo ? têm mandatos presidenciais de três anos. ?Defendo a modernidade, a profissionalização, o protagonismo do Palmeiras, que se transformou de uns tempos para cá. Com três anos, o presidente tem mais sossego e paz para governar?, declarou, em tom concordante com que aponta o Palmeiras do Futuro.

?Em relação ao mandato de presidente, entendemos que três anos é o tempo mínimo necessário para que um gestor possa implantar, na prática, sua política administrativa, por meio de reestruturações ou reforço na manutenção de gestão, visando em primeiro lugar o benefício futuro do Palmeiras. Quase todos os grandes clubes brasileiros têm mais do que dois anos de mandato para seus presidentes. Fora do Brasil, os principais clubes têm três anos ou mais como tempo mínimo de gestão?, pontuou o documento.

O Palmeiras do Futuro

O Movimento Palmeiras do Futuro, formado por conselheiros das mais variadas alas políticas do clube e associados, decidiu tornar públicas as justificativas que embasam nosso posicionamento favorável à votação da reforma estatutária do Palmeiras.

1 ? É inimaginável que um clube do porte da Sociedade Esportiva Palmeiras não tenha seu estatuto adequado às melhores práticas de gestão e governança. Uma comissão para revisão do estatuto foi constituída em 2013, mas o processo caminhou lentamente até o início da gestão atual. Agora, o momento é de colocar a mão na massa e discutir as reformas que o clube precisa. É absolutamente necessário que sempre se busque a melhor gestão para o Palmeiras. Para isso, discutir alterações estatutárias é algo legítimo e compatível com a natureza de uma instituição esportiva, como é o caso do Palmeiras. Importante destacar que as mudanças serão feitas visando os interesses do clube; elas ficarão para o futuro.

2 ? Uma primeira votação no Conselho Deliberativo sobre alguns itens da reforma do estatuto já aconteceu no ano passado e deliberou por alguns avanços importantes nesta questão. Agora, na próxima segunda-feira, irá acontecer uma nova rodada de votações, tão importante quanto a primeira. Dentre alguns assuntos relevantes, será discutido o tempo de mandato do presidente, item que vem sendo disseminado por alguns membros do clube, enganosa e maldosamente, como se fosse o único que será discutido na reunião, diminuindo a importância de outros assuntos tão relevantes quanto esse, como por exemplo, a redução do número de conselheiros vitalícios e a adaptação do estatuto aos requisitos da Lei de Incentivo ao Esporte.

3 ? Em relação ao mandato de presidente, entendemos que três anos é o tempo mínimo necessário para que um gestor possa implantar, na prática, sua política administrativa, por meio de reestruturações ou reforço na manutenção de gestão, visando em primeiro lugar o benefício futuro do Palmeiras. Quase todos os grandes clubes brasileiros têm mais do que dois anos de mandato para seus presidentes. Fora do Brasil, os principais clubes têm três anos ou mais como tempo mínimo de gestão.

4 ? Qualquer outra tentativa diferente desse pensamento é boicotar o crescimento do Palmeiras como instituição, baseado no desejo de alas mais antigas do clube de manutenção de um status quo fundamentado em brigas políticas por poder, troca de favores, ameaças e atritos, que não tem outro motivo que não seja o de evitar que nosso clube seja gerido de maneira profissional e responsável.

5 ? Por isso, o Movimento Palmeiras do Futuro lamenta que membros contrários à modernização do clube estejam tentando limitar a discussão de uma reforma tão importante para a instituição por questões particulares. Este sim, é um pensamento casuísta e tacanho, que demonstra o nível dos dois lados dessa discussão: enquanto um pensa nas melhores práticas administrativas e na sua consolidação no longo prazo, o outro quer apenas tentar manter uma teia antiquada de poder político paralelo, baseada na centralização de uma figura política nefasta.

6 ? Lamentamos também que um assunto tão relevante esteja sendo tratado por algumas pessoas como uma questão política, e não técnica. Vale lembrar que vários conselheiros ligados ao grupo que elaborou a proposta de três anos de mandato, hoje, por questões políticas, resolveram mudar de ideia e desistiram do conceito inicial. Soa estranho, não?

7 ? Por fim, esperamos que os 280 conselheiros decidam pelo bem do Palmeiras e escolham pelo melhor caminho para o nosso clube. Todos sabemos as dificuldades pelas quais passamos nos últimos anos, e hoje vivemos uma possibilidade de participarmos de mais um momento histórico do Palmeiras. O futuro está à nossa frente. Não há mais tempo a perder. Reformar o estatuto e aplicá-lo imediatamente é fundamental. Assim como também é fundamental fechar as portas para um passado nefasto que por tanto tempo tem prejudicado o Palmeiras.

O Palmeiras chegará onde nós o levarmos.

Movimento Palmeiras do Futuro

Gazeta Esportiva

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