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Suplementação Orçamentária do Inter é adiada pelo Conselho Fiscal

A votação da suplementação orçamentária do Internacional que ocorreria na reunião do Conselho Deliberativo Colorado na noite desta quinta-feira foi retirada de pauta. A pedido do Conselho Fiscal o tema será debatido apenas na próxima segunda-feira. O motivo do adiamento ocorreu porque o Conselho Fiscal do Internacional pediu mais tempo para concluir a votação interna [?]

22:45 | 14/12/2017

A votação da suplementação orçamentária do Internacional que ocorreria na reunião do Conselho Deliberativo Colorado na noite desta quinta-feira foi retirada de pauta. A pedido do Conselho Fiscal o tema será debatido apenas na próxima segunda-feira.

O motivo do adiamento ocorreu porque o Conselho Fiscal do Internacional pediu mais tempo para concluir a votação interna sobre o tema. O assunto gera debate e divide os conselheiros do clube, pois o Inter corre o risco de exclusão do Profut (lei do governo federal que tem como principal objetivo ajudar os clubes a quitar suas dívidas com a União). Com o prejuízo da Série B e sem grandes vendas de jogadores, a direção do Internacional pede um bônus financeiro de R$ 31 milhões. Tal fato elevaria o déficit do clube em 2017 chegaria em quase R$ 60 milhões.

Em entrevista à Rádio Guaíba, o conselheiro Luciano Davi explicou o motivo do adiamento da pauta. ?Alguns grupos de oposição fizeram cartas pedindo para que não se levasse adiante esse conteúdo (suplementação). Porque da forma como estava, a lei do Profut determina que tem que haver um parecer do Conselho Fiscal para que o Conselho Deliberativo do clube possa votar. Estava faltando transparência neste processo ou a gestão se atrapalhou fazendo muito às pressas e acabou atropelando este processo?, observou. ?O grande problema de estar pedindo a suplementação foi porque não houve a projeção da venda que era R$ 50 milhões de venda de atletas, mas se venderam apenas dois?, ressaltou.

O Internacional já teria recebido duas notificações do Profut sobre descumprimento da lei. ?Até onde nós fomos informados já houve até duas notificações da APFUT, o órgão regulador do Profut, em cima de que o Internacional não está tendo o cumprimento. O que seria, se o Inter for excluído, um problema financeiro imenso para o clube?, revelou o ex-vice presidente de futebol do Internacional, Alexandre Limeira, durante entrevista à Ulbra TV.

O ano fiscal do Inter se encerra no dia 31 de janeiro de 2018. Até lá, a direção pode conseguir o dinheiro com a venda de alguns jogadores. Assim, atletas de destaque como o atacante William Pottker podem deixar o Beira-Rio. Além disso, o clube pode tentar antecipar receitas para cobrir o valor da suplementação.

Gazeta Esportiva

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