Manutenção de marca própria e valores: Marcelo Paz detalha parceria com a Volt

Em entrevista exclusiva ao programa Esportes do POVO, da Rádio O POVO CBN, Marcelo Paz tirou dúvidas a respeito da manutenção da marca própria, a Leão 1918, e detalhou os valores da nova parceria além do que foi divulgado

O presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, detalhou a parceria entre o Tricolor e a Volt, nova fornecedora de uniformes do time pelos próximos cinco anos. A empresa também cuidará do gerenciamento das lojas oficiais do clube.

Em entrevista exclusiva ao programa Esportes do POVO, da Rádio O POVO CBN, Marcelo Paz tirou dúvidas a respeito da manutenção da marca própria, a Leão 1918, e detalhou os valores da nova parceria além do que foi divulgado.

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Marca própria não deixará de existir

Uma das principais dúvidas dos torcedores era a permanência da marca própria, a Leão 1918, nos uniformes de jogo do clube.

Segundo Marcelo Paz, o símbolo permanecerá obrigatoriamente no ano de 2023, mas pode mudar a partir da próxima temporada, a depender da Volt, o que não significa que ela deixará de existir, uma vez que será aproveitada em diversos outros produtos fornecidos pelo clube.

A empresa terá a decisão de substituir ou não a marca estampada na camisa de jogo. Além disso, em caso de substituição, há a possibilidade da realização de um “cross-branding”, que pode juntar a Leão 1918 com a Volt.

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“A marca Leão 1918 é do Fortaleza, o clube e o torcedor têm carinho por ela. Ela permanecerá completamente viva e ativa em diversos outros produtos que são licenciados pelo clube. E durante o primeiro, a Volt tem obrigatoriedade de manter a marca Leão 1918, a partir do segundo ano ela pode mudar”, explicou.

“Ela pode adotar só Volt. Ela pode ter o que se chama de ‘cross-branding’, que são duas marcas convivendo juntas em uma mesma peça. Então a marca permanece plenamente viva, ativa. Terão muitos produtos da Leão 1918 para vender nas lojas do Fortaleza. As camisas de jogo podem ou não sofrer alguma alteração no símbolo, de acordo com a expectativa da Volt com isso”, completou.

Marcelo Paz ressaltou que o Fortaleza não vendeu a marca própria e nem as lojas, que serão apenas gerenciadas pela nova parceria. A parceria com o designer Bruno Bayma, que desenhava as camisas da Leão 1918, também foi mantida. Apesar de repassar a fabricação das camisas para a Volt, o clube terá o poder de aprovar ou não a proposta do uniforme que será utilizado ao longo do ano.

“O designer que sempre fez as camisas do Fortaleza permanece na parceria, o Bruno Bayma, quem conhece o espírito do torcedor. O Danilo (Granjeiro), gestor das lojas e responsável por esse crescimento, permanece na parceria para fazer essa transição. E nós do clube continuaremos aprovando todos os materiais. Então não vamos perder essa essência do torcedor do Fortaleza, de quem está no clube e vive a cidade”, concluiu.

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Economia de enxovais e bônus nos royalties

Enxovais

O Fortaleza divulgou que ganhará R$ 6,25 milhões de luvas pelo acordo e, anualmente, receberá o valor mínimo garantido de R$ 4 milhões, além de possuir royalties de 15% de todas as vendas. E caso essa porcentagem ultrapasse ao montante mínimo garantido por ano, o clube terá acréscimo no valor.

Marcelo Paz afirmou que além dos R$ 4 milhões garantidos que receberá por ano, o clube economizou cerca de R$ 1,4 milhões na compra de peças de enxovais das camisas Leão 1918.

Ele explicou que a Volt repassou 20 mil peças de enxovais, enquanto anteriormente o clube desembolsava um valor para adquirir 12,5 mil peças para os uniformes.

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“O Fortaleza comprava o enxoval da fornecedora anterior (Bomache). Era um contrato de fornecimento, nós comprávamos o material deles. Comprava, revendia e usava para jogo, treinos e para tudo. O Fortaleza comprava, por ano, 12,5 mil peças de enxoval. Com a Volt, o Fortaleza receberá 20 mil peças”, falou.

O novo fornecimento permitirá o clube a vestir as categorias de base e o time feminino de maneira “correta”, sem o uso de uniformes com patrocínios antigos ou de tamanhos inadequados, oriundos do time profissional.

“A gente vai vestir toda nossa categoria de base como tem que ser. Não será o que estiver sobrando do profissional, que veste o sub-17, o sub-15, a camisa folgada com patrocínio antigo. Vamos vestir corretamente o sub-13, sub-15, sub-17, sub-20 e o feminino como tem que ser”, acrescentou.

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Royalties

O presidente afirmou que o Fortaleza faturava em torno de R$ 30 milhões com a Leão 1918 e tinha margem de lucro anual entre 16% e 17%, o que representa um valor de cerca de R$ 5,1 milhões.

Caso o Fortaleza atinja o faturamento de R$ 35 milhões com a Volt, o clube não terá 15% dos royalties, mas sim 18%.

“A margem de lucro (com a Leão 1918) era em torno de 16 a 17 por cento. Com todo o trabalho de gerenciamento de 14 lojas e 70 funcionários. (Com a Volt) Temos R$ 4 milhões garantidos (por ano), que é chamado de garantia mínima. Qualquer operação renderá 15% de royalties ao Fortaleza. Se esses 15% ultrapassar o valor de R$ 4 milhões, a gente passa a receber um valor a mais. Se o faturamento passar de R$ 35 milhões, que pode passar com as lojas próprias e licenciadas, o Fortaleza recebe 18%, e não mais 15%”, detalhou.

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A Volt pagará o aluguel da loja do Pici e também assumirá os gastos com as lojas dos espaços alugados, como em shoppings.

“A Volt pagará o aluguel da loja localizada no Pici. Todas as demais lojas são alugadas em shoppings. A Volt assumirá a gestão, aluguel, custos e toda a operação a partir de 2 de abril. Os lojistas comprarão da Volt. Assim como compravam da Bomache, vão comprar da Volt, e os royalties gerados também entrarão nas contas do Fortaleza”, finalizou.

Confira na íntegra a entrevista completa com Marcelo Paz

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