Marcelo Paz condena violência da PM, mas alerta: "Têm pessoas que vão ao estádio para agredir"

Presidente do clube repudiou as atitudes de policiais e de alguns torcedores. Ele também destacou que o departamento jurídico do Leão, juntamente com o Ministério Público, acompanha o caso

Diante do River Plate, torcedores que assistiam ao duelo no setor inferior sul do Castelão reclamaram de atitudes desproporcionais da Polícia Militar. Marcelo Paz repudiou o conflito e a ação policial violenta. No entanto, o presidente do clube relatou que algumas pessoas que acompanhavam a partida iniciaram o tumulto.

“Venho aqui comentar sobre os vídeos que estão circulando do último jogo contra o River Plate de agressão a torcedores. Aquilo dói no nosso coração, essas imagens, a gente sente, lamenta muito e condenamos qualquer tipo de violência. Porém, infelizmente a gente precisa relatar também o que ocorre como um todo no estádio, nos setores que muitas vezes não é filmado. Têm muitas pessoas que vão para o estádio para furtar, agredir atendentes e causar tumulto e a partir daí vem a conduta dos policiais”, disse.

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O mandatário tricolor informou que atendentes foram agredidos e tiveram os cabelos e os braços puxados antes da intervenção policial. “A história é a seguinte: começa nos bares, as pessoas vão buscar ser atendidas, 10, 20, pessoas no balcão. Temos relatos de atendentes que têm o cabelo puxado, o braço puxado, que são de certa forma humilhadas. Aí começa o tumulto, a polícia vem intervir no tumulto que o papel da polícia é intervir, fecha o bar porque está tendo tumulto. Algumas pessoas que não têm nada a ver com a confusão estão com as suas fichas e querem o consumo. Nisso, gera uma confusão, uma briga generalizada e a polícia intervém de uma forma mais forte e equivocada ao meu ver. Então, a gente tem que olhar o problema como um todo”, explicou.

Marcelo Paz destacou ainda que o clube tem se esforçado para garantir um ambiente confortável aos torcedores. “O Fortaleza tem se esforçado na operação de jogo para oferecer algo mais confortável para o seu torcedor. Em geral, com fanfest, com mais atendimento, melhorando catracas, melhorando o acesso, tentando melhorar também o serviço de bares. Também algumas condutas de algumas pessoas, não é da torcida, é de algumas pessoas, causam todo esse desequilíbrio. Então está errado estas pessoas que vão ao estádio para roubar, furtar e causar tumulto, para agredir atendente. Está errado o policial que tem abordagem grosseira, às vezes, até covarde, contra algumas pessoas que nem tinham a ver com o tumulto causado inicialmente"

Por fim, o dirigente comunicou que o departamento jurídico do Fortaleza está atuando em conjunto com o Ministério Público para acompanhar o caso. “Então, deixo aqui a minha fala, a minha reflexão, o meu repúdio. O clube vai atuar e já está atuando junto ao Ministério Público e com o departamento jurídico para acompanhar todos os excessos que houve nessa situação para que não volte a se repetir. Que a experiência de ir para o jogo seja boa, saudável, alegre e que as pessoas possam ir e voltar para casa com a máxima segurança, alegria e satisfação”, completou.

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