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Fortaleza vê Edinho em alta na Coreia do Sul e torce por venda em junho

Dono de 20% dos direitos econômicos, Leão pode faturar cerca de R$ 2,2 milhões em caso de negociação do meia, que está emprestado ao Daejeon Hana Citizen até junho

10:00 | 06/04/2021
Meia Edinho, ex-Fortaleza, comemora gol em jogo do Daejeon Hana Citizen, da Coreia do Sul (Foto: Divulgação/Daejeon Hana Citizen FC)
Meia Edinho, ex-Fortaleza, comemora gol em jogo do Daejeon Hana Citizen, da Coreia do Sul (Foto: Divulgação/Daejeon Hana Citizen FC)

Longe do Pici desde dezembro de 2019, o meia Edinho ainda poderá render frutos para os cofres do Fortaleza nos próximos meses. Emprestado pelo Atlético-MG ao Daejeon Hana Citizen, da Coreia do Sul, o meia cearense de 26 anos soma bons números no país asiático e tem a situação monitorada pelo Tricolor, que detém 20% dos direitos econômicos e torce pela venda, apurou o Esportes O POVO.

O Galo aceitou ceder o jogador ao Daejeon Hana Citizen até junho deste ano, com opção de compra fixada em 2 milhões de dólares (R$ 11,3 milhões na cotação atual), que pode ser exercida até o final do vínculo. Em caso de uma transação em definitivo, portanto, o Tricolor embolsaria cerca de R$ 2,2 milhões pela fatia dos direitos.

O que anima o Fortaleza para uma possível negociação é o rendimento do camisa 7 no outro lado do mundo. Na temporada passada, em 15 jogos pela Segunda Divisão da liga do país, o meia balançou as redes cinco vezes. Já em 2021, Edinho anotou dois gols em cinco partidas pela K-League 2 e marcou outro tento em confronto válido pela copa nacional.

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Revelado pelo Leão, o armador passou por outros clubes até voltar à velha casa em 2018, sob o comando de Rogério Ceni. O bom desempenho despertou o interesse do Galo, que o comprou no mesmo ano. O baixinho, porém, teve poucas oportunidades no time alvinegro, perdeu espaço no elenco e foi emprestado ao Fortaleza em 2019.

A equipe do Pici tinha interesse em Edinho para a temporada 2020 e chegou a alinhar acordo em definitivo com o clube mineiro, adquirindo mais 50% dos direitos, mas foi atrapalhado pela pandemia de Covid-19 e depois acabou superado pela concorrência dos coreanos.

A projeção orçamentária do clube para 2021 prevê arrecadação de R$ 7,5 milhões em negociações de atletas. Nos primeiros meses do ano, o Tricolor embolsou R$ 1,1 milhão pela venda de Yuri César, ganhou cerca de R$ 560 mil pelo empréstimo de Bergson e aguarda pagamento de R$ 1,7 milhão pela transação de Júnior Santos.

Na recente janela de transferências do Japão, que se encerrou na última sexta-feira, 2, o Tricolor até poderia ter faturado mais R$ 8,5 milhões com a venda do atacante Romarinho para o Yokohama Marinos, mas a maior rigidez no país para liberação do visto de trabalho em razão da pandemia de Covid-19 e o fim do período de transações internacionais viraram entraves.