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Fortaleza Esporte Clube
NOTÍCIA

Análise: Romarinho é destaque do Fortaleza e defesa tricolor tem noite inspirada no Castelão

Auxiliado pela boa atuação de jogadores da retaguarda, o atacante tricolor se destacou com dribles e arrancadas

23:33 | 10/11/2019
Romarinho acertou dribles, ganhou duelos pelo chão e criou a jogada do gol tricolor no Clássico-Rei
Romarinho acertou dribles, ganhou duelos pelo chão e criou a jogada do gol tricolor no Clássico-Rei (Foto: Fabio Lima/O POVO)

O Clássico-Rei é um jogo com o roteiro perfeito para gerar personagens. Em um duelo acirrado, heróis e vilões são criados ao longo do tempo, e suas histórias são contadas e recontadas por gerações de torcedores que guardam na memória todos os momentos de cada jogo contra o eterno rival. Dentro de campo, frente ao Castelão lotado, às torcidas empolgadas e às consequências de uma má partida, há jogadores que se retraem. Mas existem outros que crescem e, dentro de campo, se consolidam com atuações gigantes, à altura do confronto centenário entre Ceará e Fortaleza.

É o caso de Wellington Paulista, que se mostrou cada vez mais uma referência em campo. O centroavante aproveitou cabeçada de Osvaldo e mandou para as redes, abrindo o placar e marcando o único gol da partida. Foi seu 13º tento na Série A, o oitavo só neste segundo turno de Brasileirão. Mas para contar a história de como WP9 foi decisivo, não dá para deixar de falar do jogo que fez Romarinho.

A jogada do gol começou pelos pés do atacante. Em lançamento pelo alto, encontrou Osvaldo, que deu a assistência para o artilheiro. Mas é impossível destacar só esse lance. Nos 90 minutos, Romarinho teve atuação de gala. Segundo o site de estatísticas Sofascore, acertou 94% de seus passes (sendo quatro deles decisivos), criou uma grande chance, venceu 12 de 16 duelos pelo chão, sofreu seis faltas e acertou quatro de seis dribles que tentou, um deles uma caneta em João Lucas, lateral do Ceará.

O camisa 20 foi o melhor jogador tricolor no setor ofensivo. Foi vertical, indo pra cima em todos os momentos, criando espaços e sendo o desafogo da proposta de jogo do Fortaleza, que escolheu baixar suas linhas e ser mais reativo no segundo tempo. Quando o time parecia encurralado, Romarinho achava um drible, uma arrancada, uma ideia nova para escapar da pressão. Sem ele, talvez o placar do Clássico-Rei teria terminado de outra forma.

O desempenho coletivo da defesa do Leão contribuiu para que a postura adotada na segunda etapa funcionasse. Quintero, Jackson, Bruno Melo e Paulão, que entrou no segundo tempo, tiveram sua parcela de contribuição para a vitória. Há um jogador, porém, que se sobressaiu aos companheiros de equipe: o lateral-direito Gabriel Dias. O defensor foi soberano em campo e teve números invejáveis, acumulando oito cortes, dois chutes travados, duas interceptações e um desarme. Além disso, saiu vitorioso em dois de três duelos pelo chão e três de quatro pelo alto. Uma aula de eficiência do melhor em campo neste Clássico-Rei.

Mas talvez o desempenho do Fortaleza em sua retaguarda não estaria sendo tão elogiado se não fosse por um lance decisivo. Em cobrança de escanteio, Thiago Galhardo escorou de cabeça e Luiz Otávio finalizou de joelho, mas Felipe Alves fez uma defesa espetacular para evitar o empate. Foi a mais importante das três defesas que fez no jogo. O goleiro falhou na distribuição, acertando apenas 64% dos passes, e errou dez dos 22 lançamentos que tentou, além de não fazer seu jogo como líbero, adiantado à frente da grande área. Mas a atitude foi natural por conta da pressão alvinegra em boa parte do jogo.

N próximo domingo, 17, o Fortaleza volta ao campo do Castelão para encarar o CSA em confronto direto contra o rebaixamento. Com 39 pontos, o Leão tem uma chance de ouro para ultrapassar a casa dos 40 pontos e encaminhar de vez sua permanência na elite do futebol brasileiro.

 

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