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Fortaleza Esporte Clube
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Marcelo Boeck comenta a experiência de enfrentar a Chapecoense, seu ex-clube, pela primeira vez; veja o vídeo

O goleiro do Fortaleza estava no elenco da Chape em 2016, mas não esteve na viagem que vitimou 71 pessoas, a maioria do clube

15:23 | 09/10/2019
O goleiro Marcelo Boeck é um dos líderes da defesa do Fortaleza
O goleiro Marcelo Boeck é um dos líderes da defesa do Fortaleza(Foto: Mateus Dantas/O POVO)

A partida entre Fortaleza e Chapecoense, que acontece na noite desta quarta-feira, 9, às 20h30min, na Arena Castelão, será especial para um jogador. Ela marca o reencontro do goleiro Marcelo Boeck com sua ex-equipe pela primeira vez. Desde que chegou ao Fortaleza, em 2017, Boeck ainda não havia entrado em campo contra a Chape, clube que ele defendeu em 2016.

Vindo das categorias de base do Internacional, Marcelo Boeck passou quase uma década jogando no futebol português (2007-2016), por Marítimo e Sporting, antes de voltar para o Brasil. A Chapecoense foi o clube que acolheu o experiente goleiro.

Apesar da bagagem, Boeck perdeu espaço no time para os goleiros Danilo e Jackson Follmann, que deixaram o atual arqueiro do Fortaleza como terceira opção para a meta da equipe catarinense. Essa falta de oportunidades, que a princípio chateou o atleta, salvou sua vida.

Por ser o 3º goleiro do Verdão do Oeste, Marcelo não embarcou no voo LaMia 2933, com direção à Medellín, na Colômbia, onde a Chapecoense iria enfrentar o Atlético Nacional-COL pela final da Copa Sul-Americana, em 28 de novembro de 2016. O avião não chegou a seu destino, pois ele sofreu com falhas mecânicas e caiu no Cerro Gordo, região próxima do destino final.

O acidente vitimou 71 pessoas, incluindo jogadores, funcionários do clube, jornalistas e tripulantes. Somente seis pessoas sobreviveram ao episódio.

Boeck foi contratado pelo Leão do Pici em 2017, para a disputa da Série C daquele ano, que foi o último do clube nesta divisão. No dia do acesso, em Juiz de Fora-MG, o guarda-redes desabafou sobre a situação vivida.

"Após aquela tragédia, aquela semana toda ruim, de luto, o Fortaleza ainda assim esperou. E a gente, eu e minha esposa, sentimos algo muito forte de vir para o Fortaleza. Uma Série C, um projeto desafiador, muita pressão, mas nós aceitamos. Creio que a explicação que não tinha, do porque não estou morto, hoje tenho: para viver um dia como esse", ponderou.

Atualmente com 111 jogos com a camisa tricolor, Marcelo vem tendo novas oportunidades como titular no Campeonato Brasileiro, por conta da lesão de Felipe Alves, titular na competição em 2019.

"Sempre vai ter um gostinho especial. Vai ser algo que ficou marcado na minha vida e na minha profissão. Total respeito e admiração eterna por aquele clube, mas também sabendo que hoje representamos uma equipe que tem seus objetivos, seus sonhos. Por mais que tenha aquele gostinho de novamente poder estar no mesmo campo que a Chapecoense, quando começar o jogo a gente só pensa na vitória", comentou.