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Loss iguala O. Oliveira e já sente a pressão do cargo no Corinthians

O Corinthians não titubeou assim que teve a confirmação da saída de Fábio Carille. Osmar Loss, consagrado nas categorias de base e então auxiliar da comissão técnica profissional desde o ano passado, foi efetivado de imediato com o aval da diretoria e de boa parte da torcida corintiana. Aos 42 anos, o técnico dirigiu o [?]

08:15 | 04/06/2018

O Corinthians não titubeou assim que teve a confirmação da saída de Fábio Carille. Osmar Loss, consagrado nas categorias de base e então auxiliar da comissão técnica profissional desde o ano passado, foi efetivado de imediato com o aval da diretoria e de boa parte da torcida corintiana.

Aos 42 anos, o técnico dirigiu o atual campeão brasileiro e bi-paulista nas últimas quatro partidas. O período é curto, mas suficiente para o gaúcho começar a sentir a pressão do cargo e o tamanho da responsabilidade.

Até agora, sob o comando de Osmar Loss, o Corinthians conseguiu apenas uma vitória, conquistada na marra, em cima do América-MG. As derrotas para Millonarios, Internacional e Flamengo deixaram um clima de desconfiança no ar.

Para dimensionar o tamanho do estrago, Loss já se igualou a Oswaldo de Oliveira, antecessor de Fábio Carille. Em 2016, em sua última passagem pelo clube, o técnico do primeiro título mundial do Corinthians deixou o cargo depois de sofrer a terceira derrota com o time. A diferença é que o revés fatal para Oswaldo aconteceu em seu nono jogo à beira do campo. Coincidentemente, a primeira vitória de ambos ? e a única de Loss por ora ? ocorreu diante do mesmo adversário: o América-MG.

Andrés Sanchez, sentado ao lado do atual comandante, adiantou que o clube do Parque São Jorge não pretende mexer no comando técnico pelo menos até o fim do ano, e explicou que durante a pausa para a Copa do Mundo a diretoria aproveitará o momento para resolver todas as pendências da nova comissão técnica.

Apesar do respaldo do presidente, nesse domingo, Osmar Loss se deparou com os primeiros questionamentos pertinentes a sua função. Tentando aparentar tranquilidade, o treinador se defendeu pedindo análise do desempenho da equipe nesses últimos quatro jogos.

?Acho que todas as derrotas não são legais. A gente veio aqui enfrentou em boas condições o Flamengo, que é o líder do campeonato. Vitórias aumentam a confiança, deixam a gente escolher melhor, mostram o que está dando certo. O desempenho é bom, mas o resultado não vem?, afirmou.

E é justamente aí que se aloja um dos problemas importantes. O discurso de Loss vai de encontro com a reação de boa parte dos torcedores e também dos críticos. Contra o Flamengo, por exemplo, os paulistas terminaram o jogo não só atrás no placar, como também em praticamente todos os fundamentos relevantes da disputa, segundo o Footstats. O mesmo aconteceu no tropeço frente ao Internacional. Até quando venceu o Coelho, o sofrimento foi grande. A única apresentação ?perdoada? até agora foi contra o Millonarios, quando o Corinthians se impôs e pagou pela falta de pontaria de seus jogadores.

?Em relação ao temor, ou até mesmo receio de alguma coisa, não, absolutamente. Estou muita satisfeito com os atletas e o desempenho deles?, comentou Loss, respondendo sobre se sentir ameaçado no cargo.

?Efetivamente não sei o quanto (as derrotas) podem atrapalhar. Trabalhar com vitórias é muito melhor, claro. Essa pergunta tem de ser feita, se é que tem de ser feita, para a diretoria. Não sou eu que posso avaliar. No sentido de desempenho é obvio que mexe com o ânimo dos atletas, da torcida. Mas o que deve ser analisado é o desempenho?, insistiu.

?E eu lembro que contra o Millonarios jogamos muito bem. Caiu o padrão talvez na partida de Porto Alegre (contra o Inter), onde uma equipe se impôs contra nós no aspecto físico, não controlamos o jogo. Contra o América, o time envolveu o América, uma equipe muito fechada, e hoje (domingo) um jogo de grande clássico, mas o Corinthians se portou de forma a enfrentar o Flamengo?, resumiu.

Balbuena, um dos líderes do elenco alvinegro, voltou a reforçar a confiança do grupo em Osmar Loss e fez uma cobrança para que o peso da má fase seja dividido também com os atletas.

?É uma questão que não compete a nós, continuar ou não com o treinador. Confiamos plenamente nele, todo mundo gosta dele. Cabe a nós trabalhar e melhorar todo mundo. Nós também precisamos ter autocrítica para encontrar as vitórias, mas sabemos que o campeonato é muito longo, são muitos jogos e vamos trabalhar para melhorar?, avisou o paraguaio.

Nessa quarta-feira, Osmar Loss terá seu quinto compromisso à frente do time profissional do Corinthians. O confronto marcado para às 21h é contra o Santos, em Itaquera. Reagir será fundamental não só para as pretensões do clube no Campeonato Brasileiro, mas também para o jovem treinador e seus comandados resgatarem a tranquilidade e a confiança no trabalho.

 

Gazeta Esportiva

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