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Esportes

Corinthians se prepara para ?nova China?, mas não espera desmanche

Carille até falou em levar jogadores para a Arábia Saudita, mas desmanche é improvável

07:30 | 24/05/2018

O Corinthians já tenta superar a saída de Fábio Carille desde a noite da terça-feira, quando imediatamente oficializou a ascensão de Osmar Loss ao cargo, mas sabe que a Arábia Saudita pode levar mais coisa além do seu técnico, auxiliar, preparador e observador. Com mais dinheiro e limite de estrangeiros estendido a sete por equipe, a expectativa é que os sauditas façam no Brasil algo semelhante com o feito pela China entre 2015 e 2016.

?É a nova China de uns anos atrás. Se o jogador quiser ir e for bom para o Corinthians, vai levar?, disse o presidente Andrés Sanchez, relembrando um movimento que tornou-se comum para quem teve sucesso naquelas temporadas. Nomes como o zagueiro Gil e o meia Renato Augusto, titular da Seleção Brasileira àquela altura, foram seduzidos pelo dinheiro empenhado pelos orientais.

Além deles, deixaram o Timão o volante Ralf e o meia Jadson, que estão de volta ao elenco alvinegro. Ricardo Goulart, craque do Cruzeiro no Brasileiro 2014, foi mais um a seguir caminho para defender uma agremiação chinesa. Outros nomes de destaque, como o volante Paulinho, por exemplo, chegaram a deixar a Europa para ir ao emergente mercado.

?Eles vão vir forte no futebol brasileiro e sul-americano, que é onde estão os melhores jogadores. Não vai ser só no Corinthians?, previu Andrés, mas com uma certeza: o panorama atual é mais animador do que aquele que se apresentava para o Corinthians ao final de 2015, quando acabara de ser campeão brasileiro.

À época, o clube sofria para manter em dia os direitos de imagem de boa parte dos titulares da equipe campeã, algo que tornou-se público e transformou a campanha pelo hexa mais impressionante. Além disso, os contratos firmados pouco protegiam o clube do Parque São Jorge.

Nomes como o meia Renato Augusto e o atacante Vagner Love, que foi para o Monaco-FRA, tinham multas rescisórias consideradas baixas, principalmente levando em conta o desempenho de ambos no torneio. Ralf (31) e Jadson (32) estavam em final de contrato e em situação decisiva na carreira, provavelmente na última oportunidade para sair do país em busca de um contrato com altos rendimentos.

Gil e Felipe, que saiu no meio do ano, tinham contratos longos e boa parte dos direitos econômicos ligados ao clube. Não por coincidência, foram os que mais renderam dinheiro ao clube (R$ 40 milhões por Gil e R$ 25 + 15 mi por Felipe, que teve 25% negociados um ano depois).

Atualmente, dentre os titulares apenas o meia Jadson vive situação de final de contrato. Porém, prestes a fazer 35 anos, já não se vê tão seduzido por jogar no exterior. Cássio, Fagner, Balbuena, Henrique, Gabriel, Pedrinho e Rodriguinho têm vínculos válidos, no mínimo, até o final do ano que vem, dando poder de barganha ao Corinthians.

Sidcley, emprestado pelo Atlético-PR, e Romero, com vínculo até o meio do ano que vem, são as prioridades do momento. Ambos, no entanto, têm negociações complicadas pela frente, envolvendo terceiros. Maycon, que fecha a lista dos titulares, já tem tudo apalavrado com o Shakhtar Donetsk-UCR e deve reforçar os ucranianos na parada para a Copa do Mundo.

Gazeta Esportiva

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