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Reservas do hexa, Arana, Rodriguinho e Romero viram protagonistas

Desmanches e reformulações depois, o Corinthians chegou ao seu sétimo título do Campeonato Brasileiro na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, ao vencer o Fluminense por 3 a 1, dois anos depois da sexta conquista na competição. Com outro técnico e um diferente estilo de jogo, o Alvinegro viu nomes como o do lateral [?]

23:30 | 15/11/2017

Desmanches e reformulações depois, o Corinthians chegou ao seu sétimo título do Campeonato Brasileiro na noite desta quarta-feira, no estádio de Itaquera, ao vencer o Fluminense por 3 a 1, dois anos depois da sexta conquista na competição. Com outro técnico e um diferente estilo de jogo, o Alvinegro viu nomes como o do lateral Guilherme Arana, do meia Rodriguinho e do atacante Romero, pouco participativos em 2015, tomarem o protagonismo na atual temporada.

Presença constante na reta final daquele título, mas suplente de Uendel até o começo deste ano, Guilherme Arana é talvez a grande revelação desta edição do torneio. Dono de uma sequência de jogos pela primeira vez na carreira, ele foi bancado na posição mesmo não participando da pré-temporada com a equipe. A serviço da Seleção Brasileira sub-20, ele voltou com a missão de ser o dono da vaga que almejou desde 2014, quando subiu para o profissional.

?Eu falei para o Arana quando ele voltou que ele era o titular. Era o mais justo, ele era o reserva imediato e tornou-se o titular. Está vivendo um grande momento?, elogiou o técnico Fábio Carille, um dos responsáveis pelo crescimento do atleta como defensor, ponto apontado como a principal falha no seu jogo. Temeroso pela possível perda do lateral desde junho, ele vê o atleta hoje como o melhor do país na função.

A evolução, por sinal, é a marca do futebol de Rodriguinho. Reserva de Elias no hexa, ele era visto como opção para a função exercida por Maycon e Camacho na atual equipe, como nome que chega de trás. Na gestão de Carille, porém, ganhou liberdade para ser o principal articulador da equipe e nome que joga mais próximo de Jô, chegando a 11 gols e oito assistências em todo o 2017.

?O Rodriguinho, para mim, já foi o melhor jogador do Corinthians no segundo semestre do ano passado. Nesse ano ele se estabeleceu nessa função de chegar bem junto do Jô ali na frente, vimos esse potencial nele?, avaliou o treinador, fã confesso do futebol do atleta.

Poucos, porém, tiveram um 2017 tão transformador quanto Ángel Romero. Contratado ainda no meio de 2014, ele teve participações pontuais em 2015, marcando um gol da vitória na estreia e sendo o melhor jogador do 6 a 1 sobre o São Paulo, quando o título já estava assegurado. Dessa vez, no entanto, passou de figura folclórica a, de forma inequívoca, candidato a ídolo da Fiel.

Sem entrevistas desde o começo da temporada por reclamar das diversas críticas a respeito da sua qualidade técnica, Romero foi aplaudido de pé diversas vezes em Itaquera, principalmente nos três clássicos disputados no estádio no Brasileiro, justamente as únicas partidas em que fez gols na competição (um em cada). Com mais um ano e meio de contrato, ele definitivamente pode dizer que está na história do clube, com gol na final do Paulista e destaque na conquista nacional.

Além deles, outros quatro atletas estiveram no elenco do hexacampeonato: Cássio, Walter, Fagner e Jadson. Jô, campeão em 2005, é outro que entra no grupo dos bicampeões brasileiros pelo Timão. Danilo, que entrou no final da vitória sobre o Fluminense, ultrapassou a todos pelo diferencial de ter levantado o caneco em 2011, se igualando a Dinei como único tricampeão nacional defendendo o Alvinegro.

Gazeta Esportiva

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