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Presidente do Ferroviário critica arbitragem e questiona: "Tem que dar sempre Ceará e Fortaleza?"

Após anulação de gol legal na semifinal do Estadual, contra o Alvinegro, Newton Filho lamenta novo erro decisivo contra o clube coral na temporada: "Prejudica qualquer trabalho"

19:36 | 19/05/2021
Ferroviário perdeu por 3 a 0 para o Ceará e foi eliminado na semifinal do Estadual (Foto: Fabio Lima)
Ferroviário perdeu por 3 a 0 para o Ceará e foi eliminado na semifinal do Estadual (Foto: Fabio Lima)

Depois da derrota por 3 a 0 para o Ceará, nesta quarta-feira, 19, na Arena Castelão, pela semifinal do Campeonato Cearense, o presidente do Ferroviário, Newton Filho, criticou a anulação de gol legal do atacante Adilson Bahia, questionou a ausência na final e lamentou a segunda eliminação na temporada por erro de arbitragem - a outra foi na Copa do Brasil, diante do América-MG.

No Clássico da Paz decisivo, ainda aos 13 minutos do primeiro tempo, o camisa 9 do Tubarão da Barra recebeu passe em profundidade, invadiu a área e finalizou rasteiro para balançar as redes. No entanto, o assistente Anderson Rodrigues assinalou impedimento. O mandatário coral revelou que conversou com o árbitro César Magalhães ao final do jogo e disparou contra a atuação do trio.

"Segunda desclassificação do Ferroviário no ano, Copa do Brasil e agora na semifinal do Cearense, duas vezes com a arbitragem como protagonista. A arbitragem hoje (quarta-feira), pelo amor de Deus... César (Magalhães, árbitro do jogo), eu sei que o primeiro erro ali foi do bandeirinha, na anulação do gol, com o impedimento inexistente, mas pelo amor de Deus, teve outro lance aqui que o Berguinho foi segurado no semi círculo da grande área na cara do César. Eu falei para ele: 'Pô, César, vai pendurar a chuteira dessa maneira, de forma vergonhosa?'. A gente fica chateado. Não pode dar outro clube na semifinal, tem que dar sempre Ceará e Fortaleza? Então, dava, sim, dava, porque tivemos o primeiro gol, nos minutos iniciais da partida, e tivemos esse lance que o Berguinho ia sair de cara para o gol, sem falar do decorrer do jogo. Não dava para aguentar a arbitragem mais dessa maneira, aí fui questionar. Não tem VAR, aí quando chega na final quero ver se vai ter arbitragem cearense, porque nenhum confia. Ninguém confia. Aí, acontece um lance desse, define a final e chega na final e ninguém quer árbitro cearense. Mas o prejuízo fica, né?", disse.

Newton Filho admitiu que considerava solicitar arbitragem de outro Estado e VAR apenas em caso de classificação para a grande final, no próximo domingo, 23. Entretanto, disse que temia que houvesse erro dos apitadores locais contra o Ferroviário na semifinal.

"A gente já tinha pensado se chegasse à final pediria (arbitragem de fora). Pediria árbitro de fora, pagando os custos, e pediria VAR. Na semifinal não cogitamos, mas ficamos com medo. E aí o que a gente temia se concretizou. Eu falei para o César Magalhães: 'Pô, tantos anos de arbitragem, aí vai entrar para a história desse jeito?'. Então, César, infelizmente tu preferiu esse caminho de entrar para a história desse jeito e agora pendura a chuteira com essa mancha no currículo", disparou.

"Mal anulado, e o bandeira estava em cima do lance, bem posicionado. E não era um lance difícil, de mesma linha, não era um lance tão difícil. O cara é profissional, não é para errar uma bola dessa. Isso prejudica qualquer trabalho, duas desclassificações e as duas com erro de arbitragem, pelo amor de Deus. Passar para a final dessa maneira, eu nem iria comemorar", completou o dirigente.

Eliminado do Estadual, o clube da Barra do Ceará agora inicia preparação para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro. O primeiro compromisso será diante do Botafogo-PB, no próximo dia 29, às 17 horas, no estádio Almeidão, em João Pessoa, pelo Grupo A.

"Agora é levantar a cabeça. Dói um pouco, porque você fica de fora por uma questão externa, por erro de arbitragem novamente. Dói, machuca, mas é levantar a cabeça, continuar a luta e olhar agora para a Série C, nosso objetivo de acesso", projetou Newton.