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Cearenses
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Nas redes sociais, presidentes de Ceará e Fortaleza pressionam por volta do futebol

Robinson de Castro e Marcelo Paz questionaram o motivo para a não liberação do esporte, comparando com a abertura de outros setores da economia

Gabriel Lopes
16:51 | 04/07/2020
Presidentes de Ceará e Fortaleza protestaram a favor da volta do futebol no Estado (Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)
Presidentes de Ceará e Fortaleza protestaram a favor da volta do futebol no Estado (Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)

Apesar de alguns clubes cearenses estarem treinando (Ceará e Fortaleza há um mês), ainda não há data confirmada para o retorno das partidas oficiais no Estado. Mesmo com pedidos dos clubes e da Federação Cearense de Futebol, a data teórica de volta do futebol, 20 de julho, na quarta fase de retomada da economia no Estado, não foi antecipada até o momento pelo governador Camilo Santana. O governador, por meio de sua conta no Twitter, já havia vetado qualquer retorno do futebol até o dia 6 de julho. Neste cenário, os presidentes de Ceará e Fortaleza, Robinson de Castro e Marcelo Paz, protestaram neste sábado, 4, em suas redes sociais.

Através da sua conta no Instagram, Robinson postou um vídeo do Centro da Capital, com pessoas aglomeradas. Ele apontou que esses cidadãos não foram testados e nem seguem nenhum protocolo para estar ali. Ao mesmo tempo, ele comparou com a proposta de retorno do futebol, que prevê a presença de no máximo 200 pessoas na Arena Castelão, que tem capacidade para 60 mil presentes, além de ter um protocolo rígido de controle e testagem para a covid-19.

"Me digam, e mais seguro o futebol funcionar com portões fechados ou o shopping center aberto??? Somos uma atividade de BAIXO RISCO e ALTO IMPACTO ECONÔMICO. Isso mesmo, alem de um entretenimento somos também uma ATIVIDADE ECONÔMICA importante. Incoerência e discriminação e o que sempre fazem com o futebol profissional", disse Robinson.

O presidente do Ceará também revelou que tentou marcar uma reunião com o governador do Estado, mas não teve oportunidade para isso. Além disso, ele pediu desculpas para a torcida do Ceará "por não ter como justificar o motivo que pelo qual jogar de portões fechados está proibido, em um ambiente sem aglomeração e com protocolo rígido", completou.

Marcelo Paz, presidente do Fortaleza, também utilizou sua conta no Instagram para protestar a favor do retorno do futebol. Assim como Robinson, ele postou um vídeo de uma aglomeração no Centro e questionou. "Isso foi no centro de Fortaleza hoje de manhã. E um jogo de futebol que dura 2 horas com 200 pessoas testadas, em um ambiente gigantesco, não pode! Me expliquem, por favor! Se você também viu situações semelhantes, pode relatar aqui também", ressaltou.