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Guto Ferreira admite atuação ruim do Ceará e cobra evolução da defesa

Comandante alvinegro lamenta desempenho da derrota por 4 a 2 para o Grêmio, explica mudanças no time e pede sistema defensivo mais sólido

22:29 | 14/11/2020
Guto Ferreira comando o Ceará na partida contra o Brusque (Foto: Julio Caesar / O POVO)
Guto Ferreira comando o Ceará na partida contra o Brusque (Foto: Julio Caesar / O POVO)

Após a derrota por 4 a 2 para o Grêmio-RS, na noite deste sábado, 14, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Guto Ferreira reconheceu o mau desempenho do Ceará, justificou as substituições realizadas e ligou alerta para os números do sistema defensivo.

Ainda na primeira etapa, o Alvinegro sofreu três gols e viu Fernando Prass trabalhar para evitar um placar mais elástico. No segundo tempo, o time gaúcho balançou as redes outra vez. A atuação fora de casa foi lamentada pelo comandante, que destacou a superioridade dos mandantes.

"A gente gostaria de explicar, porque correu atrás, e a equipe do Grêmio conseguiu os espaços, tocou de uma maneira rápida e a gente, mesmo marcando baixo, não conseguia fechar os espaços. Méritos à equipe do Grêmio, sim, a velocidade que eles jogaram, a dificuldade que nos causaram. A nossa equipe não conseguiu produzir, infelizmente. Temos que fazer melhor nas próximas", ponderou, em entrevista coletiva. 

O rendimento recente da defesa do Vovô deixou o treinador preocupado. Na última quarta-feira, pela Copa do Brasil, a equipe perdeu por 3 a 0 para o Palmeiras-SP. Os sete gols sofridos em dois confrontos geraram uma cobrança para a sequência da temporada.

"Independente de ter acontecido nesses dois jogos, isso é uma coisa que me preocupa, já vinha me preocupando. As equipes que eu costumo montar não são tão vazadas, e a defesa do Ceará não está figurando entre as dez melhores em hipótese alguma. Então, nós temos, sim, que melhorar, estruturar de uma maneira melhor a nossa equipe para ter uma defesa mais coesa", avisou.

Guto também explicou as escolhas feitas para definir a escalação inicial do Ceará. Sem Charles e Felipe, poupados, e Léo Chú, que pertence ao Grêmio, o treinador deu vez a Ricardinho, Kelvyn e Mateus Gonçalves.

"Nós jogamos contra uma equipe que tem no seu meio-campo um ritmo bastante intenso, é uma das forças. O meio-campo transita e liga as beiradas com o apoio dos laterais, e os extremos vêm jogar por dentro. Nós fizemos uma opção, pelas dificuldades de armação do nosso ataque e pela situação que jogava o adversário, tentando reforçar da melhor maneira possível. Coloquei o Kelvyn do lado esquerdo, o Sobral do lado direito e tendo um poder de armação com o Ricardinho ao lado do Fábio. Isso dava também uma situação de estar descansando um pouco mais o Charles, que é um dos jogadores que mais jogou esse ano ao lado do Sobral e do Prass sob meu comando. Eu acredito que ele tenha feito pelo menos 34 partidas das 37 que nós jogamos pós-pandemia. Esse tipo de situação fez com que a gente tivesse alguma dificuldade, sim, na hora que eles transitaram por dentro, não deu o efeito que a gente queria. No segundo tempo melhorou, mas já estava um ritmo um pouco mais leve, não estavam tão intensos. Mas são situações que você tem que fazer as opções e ter uma equipe que proponha jogo e defenda bem. Às vezes, você encontra solução, às vezes não", analisou.