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"No Brasil, influencia muito a camisa que você está vestindo", diz Richardson, ex-Ceará

Em entrevista ao Futebol do Povo, jogador falou sobre as diferenças de jogar no Nordeste e no Sudeste

Lucas Mota
18:55 | 24/05/2020
Richardson deixou o Ceará para atuar no futebol japonês  (Foto: O POVO)
Richardson deixou o Ceará para atuar no futebol japonês (Foto: O POVO)

Geografia no futebol brasileiro. A região onde a bola rola influencia? Ídolo do Ceará e com carreira desenvolvida no Nordeste, o volante Richardson, atualmente no Kashiwa Reysol-JAP, opinou sobre as diferenças de holofote e o peso da camisa em comparação com clubes do Sudeste, em entrevista exclusiva para o Futebol do Povo.

+ Richardson diz ter sido difícil deixar o Ceará e sente saudade da torcida: "foi um marco"

"No Brasil, influencia muito a camisa que você está vestindo. Vejo muito isso. Joguei no Nordeste a vida toda. Sei como é estar no Nordeste", comentou o jogador.

Antes de se transferir para o futebol japonês, o volante vestiu as camisas de quatro clubes do Nordeste: América-RN, Treze, Confiança e Ceará. Para o atleta, falta maior repercussão para os times da região em comparação com os principais centros do esporte: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Para Richardson, um jogador que se destaca em uma equipe nordestina tende a ter menor reconhecimento do que se estivesse em um clube do Sudeste. O jogador cita como exemplo o amigo e ex-parceiro de Ceará, o goleiro Everson, atualmente no Santos. Em 2018, na última temporada pelo Vovô, o arqueiro foi destaque do time na Série A, mas esquecido em lista de melhores da posição no campeonato.

"O Everson, se faz o campeonato que fez vestindo a camisa de outro preto e branco, sem falar de dimensão do clube, no Botafogo. Se em vez de ser o escudo do Ceará fosse o do Botafogo, jogasse no Rio de Janeiro, com certeza poderia para o Santos como foi ou galgar coisas ainda maiores", comentou.

O jogador lembrou ainda de uma conversa que teve com o experiente volante Edinho, quando atuaram juntos no Ceará. "Ele é campeão do mundo, da Libertadores (pelo Internacional), e comentou com a gente: 'os jogadores que estão aqui, se estivessem fazendo um campeonato em outro clube teria repercussão ainda maior."