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Ex-Ceará, Valdo lembra bastidores de saída de Enderson e elenco contagiado por "loucura" de Lisca

Em entrevista exclusiva para o programa Futebol do Povo, o jogador, atualmente no Shimizu S-Pulse (Japão), contou histórias de bastidores sobre as duas últimas campanhas do Vovô na Série A

Lucas Mota
18:15 | 19/05/2020
Valdo disputou duas Série A pelo Ceará
Valdo disputou duas Série A pelo Ceará (Foto: Júlio Caesar/O POVO)

Zagueiro do Ceará entre 2016 e 2019, Valdo marcou seu nome na história do clube com dois títulos no Campeonato Cearense, o acesso para a Série A e duas campanhas seguidas mantendo o time na elite do futebol nacional. 

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Em entrevista exclusiva para o programa Futebol do Povo, o jogador, atualmente no Shimizu S-Pulse (Japão), contou histórias de bastidores sobre as duas últimas campanhas do Vovô na Série A, em 2018 e 2019, envolvendo os técnicos Lisca e Enderson Moreira, que comandaram a equipe na época.

Há dois anos, o Alvinegro do Porangabuçu iniciava a campanha que marcava a retomada do clube à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O começo da trajetória na competição foi péssimo, culminando na queda de dois treinadores - Marcelo Chamusca e Jorginho - após nove jogos e três pontos conquistados. Neste cenário, a diretoria contratou Lisca para salvar a equipe, que aparecia entre os principais candidatos ao rebaixamento.

Valdo narra que o elenco estava desmotivado e não acreditava numa retomada no campeonato até a chegada de Lisca. A postura do novo treinador junto ao grupo mudou o rumo da equipe na Série A.

"Ele conseguiu motivar todo mundo, passar energia positiva. Aquele negócio de louco dele passou a loucura para todo mundo. Compramos a ideia. No final, conseguimos ficar na Série A e dar alegria ao torcedor", recordou o zagueiro.

O defensor também lembra o episódio da saída do técnico Enderson Moreira. O treinador substituíra o próprio Lisca após o fim do Campeonato Cearense, em 2019, e teve bom início no Brasileirão. Entretanto, o mineiro deixou o cargo após jejum de vitórias de oito jogos.

Na ocasião, um grupo de jogadores do elenco alvinegro tentou intervir na demissão de Enderson. "Ele foi mandado embora depois do jogo contra o Atlético-MG. Quando acabou o jogo, chegamos no hotel e nos reunimos. Fomos até a diretoria pedir para ele continuar. No outro dia, ele se apresentou para trabalhar e tudo, mas infelizmente não ficou. Você podia ver a tristeza dele. O Ailton, preparador de goleiro, caiu no choro, não conseguiu se segurar. Era um grupo bom, dedicado, mas a fase estava difícil, a bola não entrava", comentou.

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