PUBLICIDADE
Ceará Sporting Club
NOTÍCIA

Crise gerada pelo coronavírus deve gerar reflexão sobre salários pagos pelos clubes, diz Robinson de Castro

Dirigente também comentou sobre os cenários dos meses que vem pela frente, caso o futebol não seja retomado

IARA COSTA
14:38 | 19/04/2020
Presidente do Ceará falou sobre o momento financeiro da equipe diante da pandemia
Presidente do Ceará falou sobre o momento financeiro da equipe diante da pandemia (Foto: O POVO)

A crise financeira gerada pela paralisação do esporte, após a pandemia do novo coronavírus, pode gerar uma reflexão sobre o que gastam (ou investem) os clubes de futebol nos dias de hoje. A opinião é do presidente do Ceará, Robinson de Castro, emitida em entrevista ao programa SportCenter, da ESPN, no último sábado, 18. Na ocasião, o dirigente também falou à respeito da situação financeira do Alvinegro de Porangabuçu.

“Vamos ter que entender o momento em que vivemos e tentar, todo mundo, ceder alguma coisa. Não vai ser possível, principalmente no futebol, uma folha de pagamento alta demais. As cifras no futebol são foras do padrão de qualquer organização. Isso é até motivo para reflexão, para a gente, para frente, repensar um pouco os valores que hoje circulam dentro do futebol, especialmente salário de jogadores e treinadores que são totalmente incompatíveis com a realidade social que o nosso país tem”, argumentou.

Falando especificamente sobre o Vovô, Robinson destacou que o time possui uma boa saúde e organização financeira, mas que o momento tende a ser delicado para todos. “Apesar de toda organização, demorou muito tempo até que chegássemos a esse ponto de ter um clube sadio e organizado, econômico e financeiramente, mas o momento vai ser delicado para todo mundo”, contou.

O presidente do Alvinegro esclareceu que, embora o clube tenha sofrido com a ausência de recursos nesse primeiro mês sem jogos, conseguiu pagar todas as despesas do mês de março, mas indicou que os meses de abril e maio devem ter um cenário mais complicado.

“Nós estimamos logo no primeiro mês a ausência de recursos do caixa por conta da pandemia, pois não houveram jogos, nosso programa de sócios, que estávamos com estimativa de crescimento, e também pela ausência de premiações por passagem de fase em campeonatos locais, regionais e Copa do Brasil. Também houveram patrocinadores que pediram para rever o valor, prorrogaram valores. Apesar disso, conseguimos, graças ao trabalho com responsabilidade, encerrar o mês de março quitando nossas despesas, fazendo a folha de pagamento de atletas e funcionários, mas o mês de abril deve ser um pouco nebuloso para a gente. Teremos que usar muita criatividade para conseguir vencer o mês de abril e o mês de maio me parece mais ainda difícil, talvez o mais difícil, mesmo o Ceará sendo um clube organizado”, prenunciou.