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Prass rebate Mattos sobre saída do Palmeiras e diz que recebia menos em 2019 que na Série B 2013

Goleiro hoje no Ceará questionou ex-diretor de futebol do Verdão, revelando que "custava a acreditar que o salário fosse um dos 20 maiores do Palmeiras"

18:07 | 16/04/2020
Goleiro ainda falou que não gostou de coisas ditas por Mattos  (Foto: Fábio Lima/O POVO)
Goleiro ainda falou que não gostou de coisas ditas por Mattos (Foto: Fábio Lima/O POVO)

A saída de Fernando Prass do Palmeiras ainda parece mal resolvida entre o goleiro do Ceará e o ex-diretor de futebol do Alviverde, Alexandre Mattos. Depois de o dirigente dar sua versão e revelar mágoa pela relação desgastada, foi a vez do atleta rebater e declarar, nesta quinta-feira, 16, a sua insatisfação com a maneira que a negociação se desenrolou.

“Mágoa eu não tenho. Eu só gosto das coisas corretas e claras. Liguei para ele para falar de coisas que eu acho que ele não deveria ter exposto. Eu sei o que é verdade na relação minha com ele. Das coisas que eu tratei com ele. Deixei bem claro para ele que, se eu saí do Palmeiras ou não, não é relevante. Ninguém é eterno, ninguém fica para sempre no clube, os ciclos se encerram. Mas acho que tem jeitos e jeitos. Não achei correta a maneira como foi conduzida a situação”, disse o goleiro em entrevista aos canais Fox Sports.

Em sua versão, Alexandre Mattos afirmou que, mesmo se não fosse demitido do clube, não renovaria com o goleiro. Segundo o dirigente, a idade, o fato de não ser titular e receber um dos maiores salários do clube seriam impeditivos para a permanência do atleta.

Fernando Prass foi taxativo e rebateu a versão do dirigente. Segundo ele, o salário que recebia ao deixar o clube estava longe de ser um dos mais altos do elenco palmeirense.

“Eu cheguei em 2013, com o Palmeiras na segunda divisão, em crise financeira, e meu último salário no Palmeiras era inferior ao de 2013. Você acha que um salário menor que de 2013 seria um dos maiores do Palmeiras hoje?”, questionou o goleiro.

“Eu também não sei quanto eles (outros atletas) ganham. Mas um salário da Série B em 2013, se você transportar para realidade do Palmeiras hoje, não pode estar entre os maiores. Eu custo a acreditar que esteja entre os 20 maiores do Palmeiras”, prosseguiu.

Outro ponto que chateou o arqueiro em seus últimos momentos no Verdão foi ter as suas entrevistas barradas pela diretoria. Segundo Alexandre Mattos, esse era um pedido do preparador de goleiros do clube, Oscar Rodriguez, para que a relação com Jaílson e Weverton não ficasse desgastada. Prass, entretanto, contestou novamente o argumento do dirigente.

“Todas as minhas entrevistas eram focadas na minha atuação fora do campo. Em nenhum momento questionei escolha de treinador. A única coisa que eu me posicionava era a respeito da minha renovação, porque me perguntavam”, disse o goleiro do Ceará.

“Nosso ambiente sempre foi muito bom. Eu nunca ia questionar a escalação porque se tratava de três grandes goleiros. De acordo com o nível técnico, era surreal você questionar a escalação. Nunca me posicionei a respeito de não estar jogando. Muito pelo contrário. Isso era uma coisa que eu não ia questionar em momento nenhum”, declarou.

Aos 41 anos, Fernando Prass deixou o Palmeiras com status de ídolo na história recente do clube. No total, foram 274 jogos com a camisa do Verdão, com as conquistas da Copa do Brasil de 2015, além dos Brasileiros de 2016 e 2018. Atualmente, o goleiro veste as cores do Ceará, por onde atuou por 13 jogos antes da paralisação das atividades do futebol brasileiro.