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NOTÍCIA

Nas vésperas de seu primeiro Clássico-Rei, Adílson Batista faz mistério sobre o time e elogia Ceni

Técnico não confirmou a entrada de Felippe Cardoso na vaga de Bergson e desconversou sobre as condições de Luiz Otávio e William oliveira

Brenno Rebouças
22:04 | 08/11/2019
Adílson Batista, técnico do Ceará
Adílson Batista, técnico do Ceará (Foto: Aurélio Alves)

O Clássico-Rei de domingo, 10, é o primeiro da carreira do técnico Adílson Batista. De cara, ele vai participar de um dos duelos mais tensos entre Ceará e Fortaleza dos últimos tempos. A Série A do Brasileiro é a meninos dos olhos de ambos e como se houver vencedor no dérbi o derrotado pode até parar na zona de rebaixamento, motivação não falta para buscar a vitória.

"Todo clássico você quer estrear vencendo e é o meu primeiro. Ele é importante em função da tabela, daquilo que temos como objetivo, então vamos encarar com muita seriedade, muita responsabilidade", prega o comandante alvinegro. Será a primeira vez também que ele enfrenta Rogério Ceni na condição de treinador. “quero dar um abraço porque é um profissional que admiro e tenho respeito. Está fazendo um belíssimo trabalho", disse Batista.

Admiração à parte, o técnico do Vovô não vai facilitar em nada a vida de Ceni na preparação para o clássico. Questionado sobre a utilização do atacante Felippe Cardoso na vaga de Bergson, que está suspenso, Adílson Batista fez mistério.

“Eu posso entrar com ele (Felippe Cardoso), que fez bom jogo no primeiro turno. É um atleta de talento, de potencial, jovem, que estou vendo no dia a dia e que num momento oportuno terá sua nova chance, como posso trabalhar com Galhardo solto. Então, deixa o outro lado pensando", disse.

A mesma resposta evasiva foi dada sobre as condições físicas do zagueiro Luiz Otávio e o volante William Oliveira, que deixaram o campo mancando na partida contra o Internacional-RS. “Já estão em tratamento intensivo. É o que posso dizer", resumiu Adílson.

Apesar do jogo de esconde-esconde, o técnico não tem muito tempo para treinar uma formação tão diferente do que vem apresentando. Ele mesmo disse que utilizará mais a teoria e fará apenas trabalhos de posicionamento para evitar desgaste até domingo. Isso significa que a probabilidade de seguir com um centroavante de ofício é grande.

Quanto a quantidade menor de torcedores do lado do Ceará - o jogo terá uma divisão de 70% e 30%, com a maior parte para a torcida do mandante, no caso o Fortaleza -, Adílson Batista acredita que o torcedor é um espelho do campo e não o contrário.

"O time é que rege ao torcedor. O que você faz dentro de campo conduz o lado de fora. Então eles (torcedores do Fortaleza) podem ter dificuldade e virar contra (o time do Fortaleza). Eu gostaria que fosse 50% e 50%. É mais saudável, mais bonito, mais justo", opinou.

Sobre o bom momento que vive à frente do clube, depois de ter sido muito contestado, Adílson garantiu que não se desanima ou envaidece. "A crítica construtiva é interessante. Eu não me iludo com elogios. O que eu enxergar vou fazer. Não tô aqui para agradar A, B ou C, estou pra fazer o melhor", disse.

Ouça o FutCast #77, que traz um pré-jogo do segundo Clássico-Rei da Série A do Brasileiro de 2019:

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