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NOTÍCIA

Um terço dos gols marcados pelo Ceará no Brasileirão foram de cabeça

Últimos tentos foram anotados pelo zagueiro Luiz Otávio, que deixou dois na vitória de virada sobre o Bahia

09:22 | 22/10/2019
Lance do segundo gol do Ceará no Clássico-Rei do Brasileirão, marcado em cabeçada de Felippe Cardoso
Lance do segundo gol do Ceará no Clássico-Rei do Brasileirão, marcado em cabeçada de Felippe Cardoso (Foto: FCO Fontenele/O POVO )

Na última segunda-feira, 21, o zagueiro Luiz Otávio subiu mais alto que toda a defesa do Bahia para marcar os gols da virada do Ceará. É uma cena que o torcedor se acostumou a ver: dos cinco tentos anotados pelo Alvinegro nos últimos quatro jogos, quatro foram de cabeça. Atualmente, um terço (33,3%) dos 27 gols marcados pelo Vovô no campeonato surgiram de cabeçadas certeiras. A bola aérea vem se tornando um arma para resolver jogos mais difíceis, principalmente depois da chegada do técnico Adílson Batista.

O primeiro gol de cabeça marcado pelo Ceará no campeonato foi logo na primeira rodada, quando o atacante Ricardo Bueno, que já deixou o clube, subiu para aproveitar cruzamento de Samuel Xavier. Ele também marcaria dois jogos depois, contra o Atlético-MG, também com assistência de Samuel. No jogo seguinte, seria a vez do estreante Thiago Galhardo deixar o seu para empatar o jogo diante do Goiás, no Serra Dourada, após cobrança de falta de Ricardinho.

Depois disso, demoraria mais algumas rodadas para que outro gol de cabeça aparecesse. Mas ele veio no momento certo para a torcida alvinegra, quando Felippe Cardoso aproveitou escanteio cobrado por Ricardinho no primeiro pau para ampliar o placar no Clássico-Rei. Thiago Galhardo voltaria a marcar dessa maneira logo depois, quando abriu a goleada por 4 a 1 sobre a Chapecoense, após outra cobrança de falta de Ricardinho.

A partir de então, o Ceará encararia uma “seca” de gols de cabeça que só acabaria com Adílson Batista. Em sua primeira vitória no comando alvinegro, o atacante Bergson decidiu contra o Avaí, em cobrança de escanteio do Ricardinho. Depois, Fabinho deixou o seu na derrota por 2 a 1 para o Grêmio, com levantamento de Tiago Alves, um jogo antes de Luiz Otávio fazer uma de suas melhores partidas com a camisa do Vovô e marcar os gols da virada diante do Bahia, em Salvador, com assistências de Leandro Carvalho e Felipe Silva.

Não é por acaso que o Ceará tem um número significativo de gols de cabeça. Segundo o site de estatísticas Footstats, o Alvinegro é a segunda equipe que mais executa cruzamentos em todo o campeonato, com 650 no total e média de 24.1 por jogo. Em compensação, o Vovô também é o que mais erra nesse fundamento no Brasileirão. Por jogo, são cerca de 19.9 tentativas erradas e 4.2 certas.

Nas últimas quatro partidas em que marcou de cabeça, o Ceará acertou 24 dos 75 cruzamentos, um número praticamente idêntico ao seu desempenho em todo o campeonato. Porém, a média de tentativas certas foi 8, quase o dobro da média em todo o Brasileirão. Deve ser ressaltado que esses gols foram em partidas difíceis, em que a bola rolando resultava em jogadas e finalizações, mas não mexia no placar. A bola parada, então, acabou se tornando uma opção bem mais viável. A tendência é que Adílson Batista procure trabalhar esse fundamento também para o jogo diante do Vasco, no sábado, 26, às 17 horas, na Arena Castelão.