PUBLICIDADE
Ceará Sporting Club
Após críticas

Chefe do DM do Ceará refuta erro na liberação de Baxola e diz que Lisca acompanhou o protocolo

Médico Henrique Bastos rebateu críticas do técnico do Ceará, que qualificou como "erro grosseiro" a liberação do meia Felipe Baxola para o jogo contra o Fortaleza

22:40 | 14/04/2019
Henrique Bastos é chefe do departamento médico do Ceará
Henrique Bastos é chefe do departamento médico do Ceará (Foto: Divulgação/Ceará )

Depois do primeiro Clássico-Rei da final do Campeonato Cearense, que terminou em 2 a 0 para o Fortaleza, o técnico do Ceará, Lisca, criticou em coletiva a liberação para jogo do atleta Felipe Baxola, por parte do departamento médico do clube. O meia jogou apenas 21 minutos e saiu lesionado, o que irritou o treinador. Em conversa exclusiva com o Esportes O POVO, no entanto, o chefe do DM alvinegro, Henrique Bastos, negou erro na liberação e afirmou que Lisca estava ciente de todo o protocolo de recuperação do atleta.

"Baxola teve lesão dia 3 de abril e fez o exame que detectou lesão grau um, com muito preciosismo uma grau dois. Tanto que foi dado o resultado do exame só com o laudo, a gente evita isso, mas a torcida estava muito angustiada e nosso gerente (Marcelo Segurado) acabou falando baseado no laudo, mas era grau um. A gente trabalhou com intensidade até segunda, dia 8, para deixar o jogador apto e ele estava sem relatar dor, mas mesmo assim, para liberá-lo, realizamos exame de imagem. Liberamos para treino de força, intensidade e potência, de segunda a quarta, e assim ele o fez sem queixa alguma. Na quinta, ainda respondendo positivamente, foi liberado para treino com bola. Treinou quinta, sexta e sábado junto com Lisca e a comissão dele. E a todo momento ele (Lisca) esteve presente. Nós também sempre perguntávamos como o jogador estava se sentindo e ele respondia que estava tudo bem", relatou Bastos.

Para reforçar que não houve antecipação ou falta de cuidado com o retorno do jogador a campo, o médico afirmou que muitas vezes o departamento médico do clube é criticado por demorar muito a liberar atletas, mas que isso é feito justamente porque os protocolos de recuperação são seguidos à risca.

Sobre a lesão que tirou Felipe Baxola do primeiro Clássico-Rei da final, Bastos informou que ainda não há um diagnóstico e que um exame de imagem será feito na manhã desta segunda-feira, 15. “Pode ser uma nova lesão, mas também pode ser uma recidiva (reaparecimento de um mesmo sintoma), porque o atleta não é máquina. Máquina você troca uma peça e sabe que não vai quebrar, mas ser humano não é infalível”, disse.

Ainda sobre a liberação para o jogo, o chefe do DM alvinegro disse que “não poderia deixar um atleta da qualidade do Baxola fora de um jogo decisivo com exame normal, treinando normal e sem relatar dor".

NA PRANCHETA #51 | FORTALEZA 2 X 0 CEARÁ: ANÁLISE DA 1ª FINAL:

O Povo