Briga judicial que envolve Ceten não traz risco ao Ceará, garante clubeCeará Sporting Club | Times | Esportes O POVO
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Briga judicial que envolve Ceten não traz risco ao Ceará, garante clube

16:39 | 14/12/2018
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[FOTO1]Em 2014, no ano do centenário do clube, o Ceará anunciou a compra do Ceten (Centro de Treinamento do Nordeste), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. O vendedor foi o empresário Ângelo Oliva (pessoa física), hoje diretor de patrimônio do Alvinegro. Desde então o clube realiza pagamentos mensais a ele para quitar o empreendimento. Restam oito prestações de R$ 110 mil (o total da negociação é de cerca de R$ 6 milhões).

Nesta sexta-feira, 14, uma briga judicial entre a Antares Investimentos Imobiliários, que tem Ângelo Oliva como um dos representantes legais e a Construtora e Incorporadora Exata tornou-se pública. A Exata alega que deveria ter recebido da empresa Antares a quantia de R$ 1 milhão até o dia 20 de novembro de 2018 (atualizado, o débito está em cerca de R$ 1,6 milhões). Assim, requereu para a justiça, em processo que move contra a  que os pagamentos que o Ceará faz para a quitação do Ceten sejam realizados em juízo, sem que o valor vá para qualquer uma das partes.

Em decisão diante de uma medida cautelar incidental tendo como requerente a empresa Exata, de 18 de novembro de 2018, a juíza Ana Raquel Colares dos Santos, da 26ª  Vara Cível (SEJUV VII) deferiu a tutela e determinou que os pagamentos realizados pelo Ceará devem ser feitos em juízo. O clube, entretanto, através do seu diretor jurídico, o advogado Jamilson Veras, alega a decisão determina que eventuais pagamentos devidos a empresa Antares devem recolhidos em juízo, mas o Ceará fez negócio com Ângelo Oliva, o então proprietário. "Caso haja uma decisão que determine que façamos em juízo os pagamentos devidos ao Ângelo, que foi quem nos vendeu o Ceten, faremos sem nenhum tipo de problema, até porque em nenhuma hipótese o Ceará vai perder o Ceten ou ter que pagar de novo", avisou,.

Assim, o clube garante que não terá qualquer prejuízo em virtude da briga judicial. "Em relação as empresas envolvidas no processo, a gente não fez negócio nem com a notificada e nem a notificante. E a gente [Ceará] não comprou delas. O Ceará Sporting Club não tem nada a ver com o negócio. Não adianta tentar pressionar, usar meios de tentar pressionar pra dizer que tem riscos de problemas com relação ao Ceará, ao equipamento do Ceten, isso não vai acontecer", garantiu Jamilson.

 A reportagem também entrou em contato com Ângelo, que confirmou a versão e garantiu que pagou tudo o que deveria pagar à empreiteira. "Paguei em dia. Ela [construtora Exata] pediu aumento, inclusive, que eu paguei, e abandonou a obra. O Ceará sabia desse problema na época, e entendeu que isso era uma questão minha com a construtora", comentou.

O Esportes O POVO entrou em contato com o dono da Construtora Exata, Licínio Corrêa, que também passou a informação de que é uma questão entre Ângelo e a empreiteira. Uma audiência de conciliação - vista como uma maneira rápida de resolver problemas judiciais - está marcada para o próximo dia 18 de dezembro.  
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