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Coronavírus: MPCE e clubes cearenses discutem protocolo de saúde para volta do futebol

Ministério Público quer formar grupo de trabalho para formular regras e medidas unificadas, visando facilitar o retorno do futebol no Estado

Vinícius França
11:54 | 13/05/2020
Ainda que o futebol retorne, Castelão deve demorar a voltar a receber público
Ainda que o futebol retorne, Castelão deve demorar a voltar a receber público (Foto: FÁBIO LIMA)

Atualizada às 13h42min

Em reunião na última terça-feira, 12, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) propôs a criação de um protocolo de saúde único para retomada das atividades esportivas no Estado. O encontro foi realizado por videoconferência e contou com representantes dos clubes cearenses de futebol, que vivem a expectativa de voltar às atividades normais caso o isolamento social seja flexibilizado.

O protocolo seria realizado por um grupo de trabalho formado pelo Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudtor) do MPCE, pelas Secretarias de Esporte e Saúde do Governo do Estado, Federação Cearense de Futebol (FCF), clubes de futebol, promotorias da saúde e outras instituições convidadas.

A reunião online teve a presença de seis promotores do MPCE, além dos presidentes de Ceará, Fortaleza, Ferroviário, Atlético Cearense e Guarany de Sobral. Segundo o site oficial do órgão, a FCF foi notificada do encontro, mas não enviou representante. Os participantes concordaram em continuar seguindo as regras de isolamento para conter o coronavírus.

Em entrevista à assessoria de imprensa do MPCE, o promotor Edvando França, que também é coordenador do Nudtor, comentou sobre o processo de criação do protocolo de saúde: ““Os clubes estavam ansiosos pela falta de apoio e planejamento para quando as atividades forem liberadas. Então, vamos convidar diversas instituições para criarmos juntos um protocolo que seja executado em fases e com aval científico. Este planejamento leva tempo e acredito que é o tempo que temos até a curva de contaminação da pandemia reduzir no Ceará”.

O procurador reforça que o grupo de trabalho deve ser coordenado pela Secretaria de Esportes do Ceará, com o Ministério Público atuando com o papel de “facilitador das discussões e de fiscal da lei”.

NOTA DA FCF

"Neste momento, devemos preservar vidas. Quando as autoridades competentes e especialistas de saúde abrirem espaço para o debate sobre a volta do futebol, seremos o primeiro a organizar, preparar e participar. Mas enquanto a Capital cearense passa por um isolamento social rígido, enquanto há centenas de cearenses contraindo um vírus letal, enquanto há dezenas de cearenses morrendo, chega ser até desumano se antecipar ou tentar projetar alguma coisa. Inclusive, é bom ressaltar e lamentar que nesta semana, morreu o pai do atleta Juninho Quixadá, a quem eu e toda Federação, nos solidarizamos neste momento de dor.

Ressalto ainda, que mesmo em isolamento social, a FCF segue atendendo e apoiando os clubes. Semanalmente há encontros e reuniões virtuais com dirigentes de clubes para uma avaliação do momento. Nossos pensamentos e orações estão voltados para que todos os cearenses e brasileiros possam superar com saúde toda essa tragédia pelo qual nosso Estado e o nosso País atravessa".