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Rússia abre inquérito contra brasileiros que assediaram mulher

20:12 | 02/07/2018
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O Ministério do Interior da Rússia abriu um inquérito formal contra os brasileiros que assediaram uma mulher em Moscou, em vídeo que viralizou na internet. O caso ocorreu no início da Copa do Mundo da Rússia. As informações são do Estadão.

A decisão do governo foi uma reação à denúncia apresentada pela advogada e ativista russa, Alyona Popova. Numa carta endereçada à ela, a polícia de Moscou confirmou que iniciou as investigações.

O documento que tem data desta segunda-feira, 2, foi obtido pelo jornal Estado de S. Paulo e indica que um registro especial foi dado ao caso, dentro do Ministério do Interior. Apesar de terem um prazo de um mês para dar resposta à ativista, ou seja, tinham até o dia 20 de julho para tomar uma decisão, as autoridades anteciparam o processo e optaram por iniciar o caso apenas dez dias depois do pedido.

Na carta enviada ao governo, Alyone Popova considerava que "cidadãos estrangeiros deveriam pedir desculpas publicamente, e para a menina, e todos cidadãos russos diante do sexismo, da falta de respeito às leia da Federação Russa, o desrespeito por um cidadão russo, insultos, humilhação da honra e dignidade de um grupo de pessoas com base em seu gênero."

Caso os brasileiros sejam considerados culpados, podem sofrer sanções que vão desde multas até a proibição de voltarem a entrar em território russo.

Na comunicação ao governo, Popova cita artigos das leis russas que apontam para punições quanto à humilhação e insulto. Nesse caso, multa pode chegar a 3 mil rublos (R$ 175). Mas também existiria a possibilidade de que os brasileiros sejam denunciados por violência da ordem pública e abusos sexuais. Uma responsabilidade criminal apenas poderia ser atribuída se ficar constatado que o ato tem uma relação com discriminação de sexo, de raça ou nacionalidade.

Em um texto publicado por Alyone, ela alerta que um dos envolvidos tinha um cargo público e que "não podem humilhar" a mulher russa. Ela se referia ao tenente da Polícia Militar de Santa Catarina, Eduardo Nunes, um dos identificados no vídeo. Segundo ela, a ofensa tem uma relação direta com "nacionalidade e gênero". "Gostaria que esses cidadãos fossem punidos", escreveu.
 
O POVO Online já havia contatado o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a respeito de possíveis medidas punitivas aos assediadores, mas o órgão respondeu que não pode “fazer nada”.  De acordo com o Ministério, o papel do órgão é apenas orientar os torcedores para que isso não aconteça.  
 Redação O POVO Online
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