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Seleção reflete sobre tropeço em estreia na Copa e pede ?calma?

Até sexta-feira, data do confronto com a Costa Rica, agendado para às 9h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira pretende apaziguar os ânimos, se livrar da dita tensão da estreia e, principalmente, avaliar o que não funcionou bem contra a Suíça. A Copa do Mundo não começou como os brasileiros imaginavam, mas a ordem agora [?]

08:30 | 18/06/2018

Até sexta-feira, data do confronto com a Costa Rica, agendado para às 9h (horário de Brasília), a Seleção Brasileira pretende apaziguar os ânimos, se livrar da dita tensão da estreia e, principalmente, avaliar o que não funcionou bem contra a Suíça. A Copa do Mundo não começou como os brasileiros imaginavam, mas a ordem agora é evitar qualquer clima de desespero depois da frustrante primeira rodada.

?Gente, calma, tem que ter calma. Claro que todo mundo espera o Brasil vencer, mas tem de analisar o jogo, as situações que tivemos. Eles chegaram uma e fizeram o gol?, clamou Casemiro, forçando uma análise do desempenho, independente do placar final.

?(Frustrante) Não só por estrear com empate, mas também pelo jogo que fizemos, muitas finalizações, a equipe jogou bem, equipe sólida, bem em campo. Ficou claro que eles foram uma vez e fizeram gol. Ficou gostinho amargo, sim, pela situação, do que aconteceu no jogo?, continuou o volante do Real Madrid, tão incomodado quanto convicto de que o Brasil não tem de mudar seu planejamento por causa de uma decepção de início.

?Futebol é por mérito de quem faz o gol, um gol para cada lado, empate e fazer o quê? Mas, todo mundo trabalhou bem, fez o que devia. Infelizmente aconteceu o que aconteceu, mas estamos em um bom caminho, jogando bem. Esse é o pensamento?, concluiu.

Thiago Silva, titular ao lado de Miranda na zaga montada por Tite, adotou a mesma linha de seu companheiro e, ao invés do desespero, preferiu entender os motivos que levaram o Brasil a não chegar à vitória, para que as correções possam ser feitas nos dois jogos seguintes, conta Costa Rica e Sérvia.

?Depois do primeiro gol, deixamos cair o ritmo, e é aí que a gente tem de se cobrar. A gente tem de continuar jogando. Foi inevitável para tentar segurar a vantagem até o intervalo, fomos felizes, mas logo no começo do segundo tempo sofremos o empate, o que dificultou muito. Mesmo criando chances, não foi possível fazer o segundo gol?, comentou o camisa 2, que na Copa de 2014 carregava a braçadeira de capitão.

Em um grupo com quatro equipes, em que o Brasil é amplo favorito, nem mesmo o empate desse domingo talvez seja capaz de evitar uma classificação dos pentacampeões na liderança da chave. Esse objetivo, clara, passa por vitórias em cima de Costa Rica e Sérvia. O peso da responsabilidade é percebido pelos jogadores da Seleção, mas fica cada vez mais claro que ninguém espera por facilidade.

Do alto da experiência de seus 30 anos e perante a intimidade criada com técnico nos tempos de Corinthians, Renato Augusto se mostrou um dos mais tranquilos no pós-jogo com a Suíça. E para explicar essa serenidade, o camisa 8 se apoiou em um dos ensinamentos de Tite.

?Uma coisa que o Tite fala bastante: você tem de estar preparado para todas as situações. Em algum momento você vai sair perdendo, vai sair gol no final? Tem de estar preparado para tudo?, avisou, com o intuito de expressar a confiança que a Seleção Brasileira tem em alcançar o título, apesar do amargo empate no jogo de estreia.

 

Gazeta Esportiva

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