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De origem kosovar, atletas suíços festejam gols com provocação política

Uma provocação política marcou as comemorações dos gols da vitória da Suíça sobre a Sérvia, por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira. Os meias Xakha e Shaqiri cruzaram as mãos para fazer uma referência à águia negra de duas cabeças da bandeira da Albânia ? tratava-se de uma homenagem a Kosovo, região cuja maior [?]

19:45 | 22/06/2018

Uma provocação política marcou as comemorações dos gols da vitória da Suíça sobre a Sérvia, por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira. Os meias Xakha e Shaqiri cruzaram as mãos para fazer uma referência à águia negra de duas cabeças da bandeira da Albânia ? tratava-se de uma homenagem a Kosovo, região cuja maior parte da população é de origem albanesa.

Kosovo declarou independência da Sérvia de forma unilateral em 2008, em ato reconhecido por mais de 100 países ? entre eles, não está o Brasil. Xhaka nasceu na Basileia, mas é filho de pais kosovares, enquanto Shaqiri, natural da região, da cidade de Gjilan, emigrou para a Suíça ainda na infância.

Após a partida, Shaqiri, que decorou um pé da sua chuteira com a bandeira de Kosovo, evitou o tema político. ?Prefiro não falar sobre isso?, avisou o meia, declarando ainda que estava com as emoções afloradas ao marcar um gol decisivo aos 44 minutos do segundo tempo. Ele chegou a tirar a camisa enquanto festejava e foi punido com um cartão amarelo.

Durante a partida, os torcedores sérvios vaiaram bastante Xakha, Shaqiri e Dzemaili e Behrami, outros dois suíços nascidos em Kosovo.

Gazeta Esportiva

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