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Aposta tática e respaldado por Tite: Confira a carreira de Taison

A lista anunciada por Tite com os 23 jogadores que iriam compor a delegação do Brasil na Copa do Mundo não reservou grandes surpresas, mas nem por isso se tornou unanimidade. Aliás, é improvável uma convocação em que nenhum nome seja contestado. Na Rússia, essa alcunha cabe a Taison, a alternativa experiente apesar da aparência [?]

08:15 | 12/06/2018

A lista anunciada por Tite com os 23 jogadores que iriam compor a delegação do Brasil na Copa do Mundo não reservou grandes surpresas, mas nem por isso se tornou unanimidade. Aliás, é improvável uma convocação em que nenhum nome seja contestado. Na Rússia, essa alcunha cabe a Taison, a alternativa experiente apesar da aparência jovem. Formado nas categorias de base do Internacional, o atacante do Shakhtar Donetsk chega sem grande alarde como as grandes estrelas, contestado por parte da torcida, mas respaldado e como o jogador mais conhecido de Tite entre os chamados. Entre seus trunfos: a consciência tática.

Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, o camisa 21 do Brasil no Mundial nunca teve sobre si os mesmos holofotes dos, hoje, companheiros de amarelinha. O início da careira foi da mesma forma como a maioria dos ?normais?, com recusas e dispensas, uma delas, inclusive, do próprio Internacional, de onde o destino, ou o futebol, se encaminhou de recolocá-lo no futuro próximo. Foi vestindo a camisa do Progresso Futebol Clube que veio a primeira grande atuação ao nível de despertar o interesse do Colorado, onde realizou sua formação antes de, em 2008, estrear pelo time profissional comandado por ninguém menos que Tite.

Foi com o atual treinador da Seleção Brasileira, contratado na época sob tanta contestação quanto a convocação de seu atual comandado, que Taison ganhou as primeiras chances e conquistou seus primeiros títulos. Antes do início da parceria, o atacante já havia sido campeão gaúcho, em 2008, conquista que foi repetida no ano seguinte, junto com a da Copa Sul-Americana. Em outubro de 2009, entretanto, Tite deixou o Colorado no momento em que seu, hoje, convocado começou a ganhar destaque ao nível de ter boa participação na campanha vitoriosa da Copa Libertadores de 2010.

O título continental rendeu ao atacante número 21 da Seleção Brasileira a primeira experiência no futebol europeu, vestindo a camisa do Metalist, da Ucrânia. A passagem acabou destacada apenas em âmbito individual, com 83 partidas disputadas, 20 gols, 23 assistências, sem títulos, mas com o reconhecimento para, em 2013, acertar sua transferência apenas de clube, para o mais brasileiro dos ucranianos: Shakhtar Donetsk, clube onde atua até hoje.

Com o alto nível de atuação vieram não apenas conquistas como os tetracampeonatos Ucraniano, da Taça local e da Supertaça, mas também a reedição da parceria que tenta confirmar na Rússia seu retrospecto vitorioso. Em sua primeira convocação pela Seleção, Tite levou Taison consigo e deu ao atacante minutos em campo contra o Equador, pelas Eliminatórias da Copa. Desde então, as críticas de nada foram levadas em consideração pelo treinador, que manteve a confiança em seu ?velho conhecido?, estreante em Mundiais.

Gazeta Esportiva

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