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Futebol
NOTÍCIA

Oscar Tabáres, técnico do Uruguai, afirmou que a Seleção não veio passear na Copa América

Professor Tabáres está confiante no elenco que tem nas mãos e entende as dificuldades na competição

08:59 | 15/06/2021
Oscar Tabáres está confiante no seu elenco para disputar a Copa América (Foto: Matias Delacroix / AFP)
Oscar Tabáres está confiante no seu elenco para disputar a Copa América (Foto: Matias Delacroix / AFP)

O técnico da seleção uruguaia, Oscar Tabárez, se mostrou confiante mas ciente das dificuldades que terá pela frente ao falar nesta segunda-feira sobre o que espera de sua equipe na Copa América-2021, na qual a Celeste estreia na sexta-feira contra a Argentina, no Grupo A.

“A expectativa é de um bom torneio. Qualquer situação que surgir, vamos enfrentá-la, é o que falamos”, disse o treinador em entrevista coletiva virtual do Centro de Treinamento ‘Complejo Celeste’, nos arredores de Montevidéu.

“Também estamos confiantes de que poderemos fazer o que estamos propondo. Não vamos a passeio ou para ser campeões com vantagem de dez pontos”, disse o comandante da seleção que tem mais títulos na história da competição (15), à frente de Argentina (14) e Brasil (9).

O ‘Maestro’ afirmou que os dias passados desde a última rodada dupla das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo do Catar-2022, em que o Uruguai deixou uma imagem pálida após dois empates sem gols contra Paraguai e Venezuela, serviram para se distanciarem “mentalmente e momentaneamente do que aconteceu na eliminatórias” e se focar na Copa América.

“Estes dias foram para reforçar conceitos”, disse ele, antes de se dizer satisfeito com o trabalho realizado até aqui.

O técnico de 74 anos, que está há 15 anos ininterruptos em sua segunda fase na Celeste, disse que embora no futebol sul-americano “certas potências” como Brasil e Argentina tenham se fortalecido “a paridade de forças é o que se destaca”.

“Basta olhar para a última rodada das Eliminatórias: os resultados falam disso”, disse ele.

Quanto à seleção argentina, primeiro adversário do Uruguai no Grupo A, Tabárez a descreveu como “uma equipe muito boa” com “individualidades muito boas”, mas se recusou a discernir entre seus pontos fortes e fracos.

“Tenho visto coisas boas na defesa e outras não, como todas as seleções, exceto o Brasil, que tem a melhor defesa da América do Sul no momento”, disse.

O treinador também foi perguntado sobre a polêmica de que, após as exclusões da Colômbia e da Argentina, anfitriões originais da Copa América 2021, a nova sede passou a ser o Brasil, um dos países com maior número de infecções e mortes por covid.

“Temos que ir e não vou falar de coisas que já foram julgadas (…) Pertencemos a uma das federações que participa, temos nossos contratos, sabíamos que ia haver uma Copa América (…) Não é hora de voltar às questões que já estão resolvidas”, afirmou ele.

“Se não fosse no Brasil, onde seria? No Uruguai? Estamos piores do que nunca desde que a pandemia começou. Em nenhum dos países da América do Sul estamos livres para nos infectar, disse o treinador.

A 47ª edição da Copa América pode ser a última de grande parte da geração que obteve as maiores conquistas com a Celeste nos últimos 11 anos.

Entre eles estão os atacantes Luis Suárez e Edinson Cavani, ambos com 34 anos, maiores artilheiros da história da seleção uruguaia com 63 e 51 gols, respectivamente.

No entanto, Cavani garantiu nesta segunda-feira que a perspectiva de esta ser sua última Copa América não o afeta tanto.

“As coisas da vida, os estágios, vão passando. Um vai e outro vem. É sempre assim. Não gera nada de especial para mim”, disse ele em entrevista coletiva.

Mesmo assim, reconheceu que gostaria de “poder conseguir algo de bom com a seleção nacional nesta último baile”, valendo-se do título de um documentário sobre o ex-jogador de basquete Michael Jordan (‘The Last Dance’) ao qual o ‘Maestro’ Tabárez fez alusão em referência ao momento com cheiro de despedida.

Por outro lado, quando questionado sobre suas declarações contra a disputa desta Copa América em plena pandemia, Cavani admitiu que “desde o primeiro momento” pensou que “o melhor teria sido parar”, mas “desde que se ficou sabendo que ia ser disputada, a mensagem é que você tem que aceitar e seguir em frente”.

“Tentar cuidar de nós mesmos, tentar fazer o melhor que pudermos e competir, não há outra escolha”.