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Futebol
NOTÍCIA

Banido do futebol, presidente do Barbalha recorre na Justiça Desportiva

Lúcio Barão foi acusado de uma série de fraudes e condenado em primeira instância por agir "de modo prejudicial à equipe que defende"

Lucas Barbosa
15:58 | 27/06/2020
Lúcio Barão está afastado da presidência do Barbalha desde 25 de maio (Foto: Reprodução/YouTube/Site Miséria )
Lúcio Barão está afastado da presidência do Barbalha desde 25 de maio (Foto: Reprodução/YouTube/Site Miséria )

Após ser condenado em primeira instância ao banimento do futebol, o presidente do Barbalha, Lúcio Barão, recorreu da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Estado (TJDF-CE). A ação ainda requer efeito suspensivo da decisão. A Procuradoria do TJDF/CE será intimada para apresentar contra-razões e um relator será sorteado para o processo. Somente após isso será marcada sessão de julgamento.

+ Presidente do Barbalha, Lúcio Barão é banido do esporte

Barão havia sido denunciado ao TJDF após notícia de infração do próprio vice-presidente do Barbalha, Roberto Antônio de Castro Macedo. As acusações diziam respeito a infrações como recebimento de valores da Federação Cearense de Futebol (FCF) mesmo com decisão judicial contrária, recebimento de dinheiro de transferência em contas pessoais, não prestação de contas, falsificação de assinatura de rescisão de contrato e lavagem de dinheiro por meio de empresas "laranja". O estopim das denúncias veio após reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, em que o Barbalha participaria de um esquema de "jogos fantasma" envolvendo sites de aposta.

O banimento do dirigente foi feito por meio do artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): "Atuar, deliberadamente, de modo prejudicial à equipe que defende". Barão ainda foi condenado por descumprir obrigações legais e agir por interesse pessoal, infrações previstas nos artigos 191 e 239 do CBJD, assim como foi considerado culpado por "exercer cargo, durante o período em que estiver suspenso por decisão da Justiça Desportiva" (artigo 228). Além disso, o dirigente foi multado em R$ 180 mil. Ele, porém, foi absolvido de punições dos artigos 234, 242, 243-A e 177, pelo entendimento de que não houve falsificação de documento público nem manipulação de resultados de partidas.

Esportes O POVO buscou contato com a defesa de Barão na tarde deste sábado, 27, mas não teve as ligações atendidas.

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