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Futebol
NOTÍCIA

"Seria a morte do futebol italiano", diz presidente da Federação sobre cancelamento da temporada

Gabriele Gravina ainda revelou que perde em caso de encerramento precoce seria de no mínimo € 700 milhões (R$ 4,1 bilhões)

Gerson Barbosa
16:59 | 30/04/2020
Gabriele Gravina é o presidente da FIGC, a federação italiana de futebol
Gabriele Gravina é o presidente da FIGC, a federação italiana de futebol (Foto: Alberto Pizzoli/AFP)

Enquanto o ministro do esporte italiano, Vincenzo Spadafora, dá declarações que o as ligas no país têm de ser canceladas e que os clubes precisam pensar num plano B, a Federação parece não seguir o mesmo caminho. Presidente da FIGC, órgão que comanda o futebol na Itália, Gabriele Gravina, afirmou em reunião que por ele a Serie A não é cancelada e que caso isso acontecesse, seria "a morte do futebol italiano".

Segundo a imprensa do país da bota, o dirigente defendeu a continuidade das ligas do país em reunião virtual com o Ascoli, time da Serie B. Embora alguns países pela Europa já estejam cancelando o esporte, como França e Holanda, Gravina promete "proteger os interesses de todos" e que "se recusa a fechar completemente" o futebol.

"Enquanto eu for presidente da FIGC, eu nunca vou parar de tentar o retorno da temporada, porque se isso acontecesse, seria a morte do futebol italiano. Estou protegendo interesses de todos, então eu repito, me recuso a fechar tudo. A não ser que alguém tenha condições objetivas relacionada à saúde de todos envolvidos e que deixe bem claro para mim para me impedir de continuar com a ideia", relatou Gravina.

Além disso, o presidente revelou que o cancelamento da temporada na Itália poderia acarretar em uma perda de no mínimo € 700 milhões (R$ 4,1 bilhões). "Com encerramento completo, o sistema perderia entre € 700 milhões e € 800 milhões. Se jogarmos com portões fechados, a perda fica na casa dos € 300 milhões. Caso voltássemos com torcedores, seria entre € 100 milhões e € 150 milhões, embora esse último não seja viável. Temos responsabilidades contratuais com parceiros internacionais e instituições, como Fifa e Uefa", explicou Gabriele Gravina.

A Itália já tem mais de 203 mil casos confirmados do novo coronavírus, dos quais 27,6 mil foram mortos pelo vírus.