PUBLICIDADE
Futebol
NOTÍCIA

"É difícil jogar futebol tendo que estar a dois metros de alguém", diz médico-chefe da Fifa sobre volta do esporte

Michel D'Hooghe ainda falou que entende as argumentações econômicas, mas ressalta que a saúde precisa vencer essa batalha

18:13 | 30/04/2020
Médico da Fifa tem se pronunciado durante a pandemia do novo coronavírus
Médico da Fifa tem se pronunciado durante a pandemia do novo coronavírus (Foto: AFP)

Após declarações que o futebol na Europa tem que ficar paralisado até setembro, o médico-chefe da Fifa, Michel D'Hooghe, explicou ainda mais os seus motivos nesta quinta-feira, 30. Falando com o site especializado em esportes, Stats Perform, o profissional esclareceu que mesmo em partidas com portões fechados, o contato ainda vai existir.

"Futebol sempre foi um esporte de contato e a primeira regra de quase todas as autoridades pelo mundo é evitar contato nesse momento. Pra mim é difícil jogar uma partida de futebol quando você tem que estar a dois metros de alguém. Isso não é futebol. Em segundo lugar temos que evitar formações de grupos, pessoas juntas. Claro que jogadores vão estar no mesmo ambiente no campo, nos vestiários, no banheiro", declarou Michel.

O médico-chefe da entidade que rege o futebol mundial já foi presidente do Club Brugge e também da Federação Belga do esporte, o que o torna capacitado a entender a economia que envolve a prática do desporto. Segundo Michel D'Hooghe, porém, a prioridade precisa ser a saúde.

"Eu respeito todas as argumentações econômicas. Eu as conheço: fui seis anos o presidente de uma liga profissional, por 14 anos dirigi a Federação Belga, além de ter sido presidente do meu clube (de coração), então entendo a economia do esporte. Mas no momento a única prioridade tem de ser a saúde. Se existe um momento que saúde precisa vencer, é agora", frisou o médico, que havia dado declarações parecidas há dois dias.

Por fim, Michel deixa claro que no momento é necessário respeitar as decisões das autoridades em cada um dos países. "Estamos buscando intermediar soluções para talvez permitir uma certa forma de jogar futebol, e eu seria o primeiro a ficar feliz se conseguíssemos. Mas precisa ser sob algumas regras e essas regras são bem estritas no momento", esclareceu.