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Juntos, Ceará e Fortaleza calculam prejuízo de R$ 8 milhões com a paralisação do futebol

O Alvinegro do Porangabuçu estima perda de receita de R$ 5 milhões. Já o Leão do Pici projeta prejuízo de R$ 3 milhões.
15:19 | Abr. 17, 2020
Autor Lucas Mota
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Lucas Mota Jornal
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Tipo Notícia

Um mês sem futebol. Os impactos nas receitas já são sentidos pelas diretorias de Ceará e Fortaleza devido à paralisação do esporte em meio à pandemia do coronavírus. Juntos, os clubes calculam prejuízo de cerca de R$ 8 milhões.

O Alvinegro do Porangabuçu estima perda de receita de R$ 5 milhões. Já o Leão do Pici projeta prejuízo de R$ 3 milhões.

Entre os impactos na receita, estão bilheteria de jogos e cotas. Sem o calendário de partidas e a crise mundial do coronavírus, os clubes tiveram perdas no programa de sócio-torcedor. Além disso, houve casos de suspensão e prorrogação de contratos de patrocinadores por causa do cenário de incertezas do futebol.

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A última partida do Ceará ocorreu em 15 de março, quando venceu o Sport por 2 a 1 no Castelão, com portões fechados por causa da chegada da Covid-19 no Brasil. A diretoria alvinegra tinha a expectativa de registrar seu maior público na temporada e movimentar os cofres.

O Vovô também tinha programado duelo importante contra o Fortaleza, no segundo Clássico-Rei do ano, como mandante. Além disso, a equipe vivia cenário positivo de classificações no Estadual, na Copa do Nordeste e na milionária Copa do Brasil.

O time do Porangabuçu havia superado o Vitória por 1 a 0 na partida de ida do torneio nacional. O jogo da volta estava marcado inicialmente para o dia 18 de março, em Salvador, antes da paralisação do futebol. Caso avançasse diante dos baianos e chegasse a quarta fase, o Ceará embolsaria cota de R$ 2 milhões.

"Com muita dificuldade, nós estamos conseguindo vencer no presente momento, com contas bem controladas. Mas a situação não pode perdurar porque pode complicar um pouco mais", afirmou o presidente do Ceará, Robinson de Castro, em entrevista ao Esportes O POVO.

A última partida do Fortaleza foi no dia 14 de março, quando venceu o Náutico fora de casa na Copa do Nordeste. Com o triunfo e a classificação garantida para a próxima fase, o Leão receberia R$ 300 mil pelo avanço às quartas de final. O Ceará também receberia a quantia, caso garantisse a passagem para o mata-mata na rodada final da fase de grupos.

O Tricolor ainda tinha uma partida para fazer em casa no mês de março, diante do América-RN, pela Copa do Nordeste. No Estadual, o clube do Pici também vivia cenário positivo para a classificação. Na Copa do Brasil, a equipe está garantida nas oitavas de final. Os jogos desta fase estavam agendados para ocorrer no fim de abril, e o Leão tem cota assegurada de R$ 2,6 milhões.

Em entrevista à Revista Exame, o presidente tricolor, Marcelo Paz, comentou sobre o programa de sócio em meio à paralisação do futebol.

"O problema começou em 17 de março, quando o clube parou as atividades. No mês de março tivemos até uma adesão maior que no ano passado. No mês de abril houve algumas perdas, mas eu escuto muita gente dizendo assim: 'presidente, já falei com o pessoal do nosso grupo e todo mundo vai manter o sócio, a gente sabe que é hora de ajudar o clube'. Isso é um reconhecimento, é um crédito”, disse o mandatário sem quantificar a perda.

O presidente do Fortaleza comentou ainda que se a paralisação se estender por mais tempo, precisará fazer outras negociações com jogadores e funcionários. “Os clubes de futebol não têm um astro financeiro, uma reserva tão grande que vá durar três, quatro, cinco meses com a receita diminuída", alertou o dirigente.

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