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Futebol
NOTÍCIA

Clubes de estaduais enviam carta à CBF pedindo aporte financeiro por três meses

Barbalha é um dos que estão à frente do projeto que pede R$ 75 mil mensais em ajuda aos clubes, além de canal de informação e isenção de taxas

Gerson Barbosa
19:27 | 01/04/2020
CBF teve receita recorde de quase R$ 1 bilhão em 2019, mas parte do dinheiro não pode ser usado com o futebol masculino profissional
CBF teve receita recorde de quase R$ 1 bilhão em 2019, mas parte do dinheiro não pode ser usado com o futebol masculino profissional (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A Confederação Brasileira de Futebol deve receber uma carta enviada nesta quarta-feira, 1º, assinada por 14 clubes de primeira divisões de estaduais do Brasil. Nas assinaturas, está a de Lúcio Barão, presidente do Barbalha. Outras 128 agremiações - incluindo cinco times cearenses - tiveram o consenso do documento.

O Barbalha assinou a carta por fazer parte da comissão que está à frente do projeto. Guarany de Sobral, Ferroviário, Caucaia, Pacajus e Atlético-CE tiveram o consenso do documento. O pedido é que a entidade ajude aos 142 clubes participantes (14 que assinaram e os 128 que tiveram consenso).

A carta, que o Esportes O POVO teve acesso, consiste em três pedidos para a entidade máxima no futebol brasileiro: R$ 75 mil mensais por três meses no mínimo para ajudar nos custos dos clubes, seja em vencimentos de jogadores e funcionários ou manutenção de CTs; pedido de isenção das taxas cobradas pela CBF na inscrição de atletas, rescisões, taxa anual de clubes, entre outras, no período de paralisação; e que haja um canal de informações entre a instituição e os clubes com relação aos campeonatos estaduais que estão paralisados.

O documento defende que "os clubes signatários, que participam de campeonatos estaduais paralisados, são responsáveis por mais de 17,5 mil postos de trabalhos diretos no país". A conferência entre os presidentes aconteceu via grupo de Whatsapp e acontece desde o último domingo, 29.

Na questão financeira, caso a CBF concordasse com o pedido, teria que desembolsar o total de R$ 31,9 milhões. A entidade teve receita recorde em 2019, chegando perto de R$ 1 bilhão, mas boa parte do dinheiro não pode ser destinada ao futebol masculino profissional.