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Presidente da Liga Espanhola descarta clássico Real e Barcelona nos EUA

Os Estados Unidos não irão sediar o clássico entre Real Madrid e Barcelona do Campeonato Espanhol desta temporada. Quem garantiu isso foi o próprio presidente de La Liga, Javier Tebas, após uma grande pressão da Associação dos Futebolistas Espanhóis, que ameaçaram iniciar uma greve contra os mandos da entidade, que estuda uma ?internacionalização? do El [?]

11:00 | 23/08/2018

Os Estados Unidos não irão sediar o clássico entre Real Madrid e Barcelona do Campeonato Espanhol desta temporada. Quem garantiu isso foi o próprio presidente de La Liga, Javier Tebas, após uma grande pressão da Associação dos Futebolistas Espanhóis, que ameaçaram iniciar uma greve contra os mandos da entidade, que estuda uma ?internacionalização? do El Clásico.

Em entrevista ao jornal El Mundo, o mandatário da competição nacional foi enfático ao tratar da possibilidade de Real Madrid e Barcelona realizarem qualquer um dos jogos em solo americano. Porém, manteve consistente a ideia de uma integração entre o futebol espanhol e dos Estados Unidos, reafirmando o plano de exportação de atletas para maior patrocínio e crescimento dos clubes.

?Logisticamente, realizar um clássico em Nova York é inviável?, disse Tebas. ?Em quatro anos triplicamos nosso valor de direitos internacionais, mas o objetivo não é apenas esse. No momento, apenas dois clubes realmente crescem: Real Madrid e Barça. Há outro que faz um pouco, o Atlético de Madrid. Você tem que trabalhar para que Valência, Villarreal ou Huesca, que acaba de ascender, também tenham patrocínios internacionais?, comentou.

A polêmica envolvendo o futebol espanhol teve início na última semana, quando a entidade firmou uma parceria com uma multinacional americana para promover jogos nos Estados Unidos. Os jogadores, via sua organização, se reuniram para questionar a decisão e levantaram a hipótese de uma greve caso La Liga não escutasse os atletas.

Um tema ainda abordado pelo presidente foi quanto as regras do Fair Play Financeiro da Uefa, que considerou permissivas com os clubes que tentam desequilibrar o mercado, citando não apenas casos de Paris Saint-Germain ou Manchester City, mas da Internazionale com Modric, que teve o nome especulado no clube.

?Sou um cara pessimista quanto a isso, porque não vejo que a Uefa vai tratar do problema (Fair Play financeiro) como se deve fazer. Você tem que pegar o touro pelos chifres. Caso contrário, será irreversível. Já não falamos só sobre o PSG e o City, mas também da Inter (de Milão), como vimos no caso Modric. Esses clubes causam inflação contra competições altamente regulamentadas, como a La Liga?, explicou Tebas.

Gazeta Esportiva

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