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Bastos exalta importância de clubes pequenos e reprova cultura de base no Brasil

Depois de três anos como presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos foi eleito para um novo mandato de quatro anos, entre 2019 a 2022, nesta quinta-feira. E ao fazer uma avaliação sobre sua gestão até aqui, admitiu que faltou uma atenção especial ao clube pequenos do estado, fazendo questão de frisar [?]

09:15 | 31/08/2018

Depois de três anos como presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos foi eleito para um novo mandato de quatro anos, entre 2019 a 2022, nesta quinta-feira. E ao fazer uma avaliação sobre sua gestão até aqui, admitiu que faltou uma atenção especial ao clube pequenos do estado, fazendo questão de frisar a importância deles no futebol como um todo.

?Nesse quesito (ações tomadas em prol dos clubes pequenos) especificamente nós evoluímos pouco. A força do futebol brasileiro está na grande quantidade de pequenos clubes. Os grandes clubes são a vitrine, são o que mostram a potência do futebol brasileiro, interna e externamente. A Seleção Brasileira é outra vitrine. Mas quem faz essa roda girar são 700 clubes pequenos no Brasil inteiro?, destacou em entrevista na sede da federação após a eleição, e completou: ?Se perder o respeito pela grande quantidade de pequenos clubes, vai acabar com o futebol brasileiro?.

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Ainda nesse contexto, Bastos fez duras críticas sobre a cultura de base existente no Brasil, ressaltando a importância de educar os jovens atletas para o futuro.

?Organizar as competições, capacitar os dirigentes, capacitar os treinadores. Influir na base da educação desses meninos. Nós somos o país da simulação. Isso vem da base, vem desde os pequenos. O garoto desrespeita o árbitro, não respeita o seu treinador, assina seu primeiro contrato por três anos e falta no dia seguinte? Não são todos, é claro?, disparou.

?A gente tem que mudar a cultura, o conceito, educar. Se a gente não sair do lugar comum, não vamos colher nada diferente. A base é a mesma, sem um departamento médico? Não é porque os clubes querem, é porque não se entende como algo bom. Os clubes veem fisioterapeuta, médico, um executivo como despesa. Não é despesa. Isso é investimento?, encerrou.

*Especial para Gazeta Esportiva

Gazeta Esportiva

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