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Futebol
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Início avassalador e tema de festival: a vida de Gabriel Xavier no Japão

Revelado pelo São Paulo, Gabriel Xavier teve passagens por Portuguesa, Cruzeiro, Sport e Vitória antes de se transferir para o futebol japonês, em julho deste ano. Atualmente no Nagoya Grampus, o meio-campista alcançou o protagonismo que jamais tivera atuando no Brasil e parece não ter sentido a mudança para o outro lado do mundo, onde [?]

08:30 | 17/10/2017

Revelado pelo São Paulo, Gabriel Xavier teve passagens por Portuguesa, Cruzeiro, Sport e Vitória antes de se transferir para o futebol japonês, em julho deste ano. Atualmente no Nagoya Grampus, o meio-campista alcançou o protagonismo que jamais tivera atuando no Brasil e parece não ter sentido a mudança para o outro lado do mundo, onde vem conquistando a paixão dos torcedores nipônicos.

Vestindo a camisa de um dos times mais tradicionais do futebol japonês, Gabriel Xavier não demorou muito para assimilar a escola local e demonstrar resultados. Desde o início do segundo semestre na terra do sol nascente, o meia já entrou em campo 14 vezes e marcou sete gols, o último deles na vitória do Nagoya Grampus por 3 a 2 sobre o Shonan Bellmare, líder da J-League 2, a segunda divisão japonesa.

Contratado com a missão de colocar a equipe de volta à primeira divisão do futebol japonês, Gabriel Xavier não esqueceu de compartilhar seu sucesso com os outros dois brasileiros do Nagoya Grampus, Felipe Gonçalves e Cezar Washington, além de reconhecer que o modo como seu time joga também o ajudou a se destacar.

?Realmente achei que a minha adaptação foi mais rápida do que eu esperava. O que me ajudou bastante aqui foram os dois brasileiros que estavam no time, e o clube me deu todo o suporte e dá até hoje para eu me sentir bem aqui. Isso foi fundamental para que eu me adaptasse mais rápido. O estilo de jogo que o Nagoya Grampus também me ajudou, é um time muito técnico. É claro que teve que ter um tempo de adaptação, mas pela forma que o time joga e o fato de aqui as coisas funcionarem, fui favorecido e acabei me adaptando mais rápido?, afirmou Gabriel Xavier em contato com a Gazeta Esportiva.

Mesmo começando a atuar na J-League 2 no meio da temporada, Gabriel Xavier já foi eleito quatro vezes para a seleção da rodada, além de ser escolhido como o melhor jogador de agosto da competição. A idolatria é tamanha que o Nagoya Grampus, inclusive, organizou o ?Festival Gabriel Xavier?, que continha máscaras, camisas e outros artigos do jogador.

?Nunca tinha acontecido isso comigo. No Brasil é difícil isso acontecer pela cultura do país, aqui eles fazem bastante coisas extracampo. Então, neste dia do festival do Gabriel Xavier, eu fiquei muito contente, foi um sonho realizado. Vai ficar gravado na minha memória para sempre. Fiquei realmente muito feliz por ter sido homenageado dessa forma?, prosseguiu o meia.

Na quarta colocação da segunda divisão japonesa com 65 pontos, o Nagoya Grampus espera terminar a temporada ao menos em segundo lugar para não precisar disputar os playoffs pelo acesso à elite. Apenas as duas primeiras equipes garantem uma vaga na primeira divisão diretamente, enquanto os times que terminarem a temporada regular entre terceiro e sexto lugares disputam o mata-mata pela última vaga. Com contrato válido até o final de 2018, Gabriel Xavier não pensa em outra coisa senão a tão sonhada volta à J-League.

?Tenho contrato até o final de 2018. Estou muito feliz no clube, no país, na cidade de Nagoya, mas meu principal objetivo é nessa reta final do campeonato conseguir o acesso e colocar o Nagoya Grampus na primeira divisão para, no ano que vem, disputá-la?, afirmou.

E se depender de todos os fatores extracampo, o meia não deverá ter dificuldades para fazer o dever de casa. Mesmo jogando do outro lado do mundo,Gabriel Xavier revelou ter acesso fácil a produtos brasileiros e outros serviços de sua terra natal embora já tenha se acostumado com a culinária japonesa, que não o agradava muito antes de ele desembarcar em Nagoya.

?Não tinha o costume de comer comida japonesa no Brasil, mas quando cheguei aqui comecei a comer e realmente achei bem gostoso. A comida japonesa é bem saudável, então aprendi a comer?, disse Gabriel Xavier antes de contar mais sobre sua vida em Nagoya.

?Nagoya é uma cidade grande, tem de tudo. Tem uma parte, que é na cidade ao lado, em Toyota, onde fica o nosso centro de treinamento, em que há uma comunidade de brasileiros grande. Tem mercado brasileiro, lanchonete brasileira, cabeleireiro brasileiro, churrascaria? é um prédio onde tem todas essas opções brasileiras. Na cidade existem alguns restaurantes brasileiros também, sempre quando dá, procuro ir nesses restaurantes para matar a saudade um pouco?, completou.

A única grande barreira que ainda persiste em sua trajetória no Japão é o idioma. Ainda longe de adquirir uma fluência na língua local, o jogador, no entanto, conta com todo o suporte de um tradutor contratado pelo Nagoya Grampus para auxiliar os brasileiros na ilha asiática.

?O idioma é bem difícil, estou aprendendo as palavras-chave, que são usadas mais dentro de campo. No clube a gente também tem um intérprete que está sempre ali com a gente. Se precisar alguma informação maior em relação ao jogo, a gente fala com ele. Dentro de campo a gente se vira bem, quando sai pela cidade, se há alguma coisa mais séria, pedimos ao intérprete para nos acompanhar ou alguém que fala português e japonês aqui no clube. Procuro sempre passar, conhecer algum lugar turístico aqui no Japão. Já fui conhecer alguns templos. É muito legal, porque a cultura japonesa é muito rica e é sempre bacana ter esse conhecimento do país em que estou morando?, concluiu.

Gazeta Esportiva

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