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Título inédito do Corinthians na Libertadores completa 5 anos

10:56 | 04/07/2017
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A até então inédita conquista da Taça Libertadores da América pelo Corinthians completa cinco anos nesta quarta-feira, dia 4 de julho, data em que o Alvinegro venceu o Boca Juniors por 2 a 0 no ano de 2012, no Pacaembu, e assegurou o título continental após anos de espera e muitas piadas dos rivais. Para completar a forra dos alvinegros, o caneco chegou de forma invicta para o elenco comandado pelo técnico Tite.

Celebrado com pompa em cima de um dos times de maior tradição nos torneios de mata-mata da América do Sul, o título corintiano começou a ser construído sete meses antes. No dia 4 de dezembro de 2011, com Tite e seis atletas que mais tarde assegurariam o domínio sul-americano, o Timão empatou sem gols com o arquirrival Palmeiras e assegurou seu quinto título brasileiro.

Tite ganha moral e vira ídolo

Dali, o treinador, contestado após a eliminação para o Tolima-COL, começou a solidificar sua imagem como ídolo da torcida e ganhou carta branca para tomar decisões. Dentre elas estiveram algumas das mais difíceis que ele vê na carreira: barrar titulares como o goleiro Júlio César e o centroavante Liedson, em declínio técnico, e cortar da lista Adriano, que não conseguiu se adequar ao clube.

“Minha maior decepção no Corinthians foi não ter conseguido recuperar o Adriano. Pensava que seria capaz disso”, relembrou o treinador na sua primeira entrevista de despedida do Timão, em 2013, que também teve papel decisivo em uma simples lista de relacionados. Romarinho, que havia feito dois gols no Derby, ganhou a vaga de Willian, importante em 2011, no banco de reservas para a partida contra o Boca Juniors, a primeira da decisão.

Emerson e Romarinho: decisivos

O resultado, como se sabe, foi o gol do jovem atacante na sua única participação no torneio, encobrindo o goleiro Orión e empatando a partida em 1 a 1. Depois, no Pacaembu, Emerson Sheik tornou-se o grande ícone do título ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre os argentinos, além de protagonizar um embate de mordidas e xingamentos com o zagueiro Caruzzo.

“Ele estava com o braço no meu rosto e estava me machucando. Não achei legal da parte dele. Se quer respeito, precisa dar respeito, fiz ele provar do próprio veneno. Eu só falava “boludo” (idiota, em argentino) porque achava bonita a palavra (risos)”, explicou após a conquista o jogador, que, aos 38 anos, hoje defende as cores da Ponte Preta no Campeonato Brasileiro.

Quase derrota na estreia e titularidade de Cássio

A campanha, porém, teve outras partes inesquecíveis para o torcedor. O primeiro logo na estreia, contra o Deportivo Táchira-VEN, quando o time perdia por 1 a 0 até os 48 minutos do segundo tempo. Foi então que, em cobrança de falta lateral, Alex achou Ralf dentro da área e o volante assegurou não só o empate, mas o início de uma invencibilidade que não teve fim.

Após passar tranquilamente pela fase, o time viu Tite trocar de goleiro devido à derrota por 3 a 2 para a Ponte Preta, que causou a eliminação no Campeonato Paulista. Em mau momento técnico, Júlio César deu lugar àquele que seria um grande nome na campanha e único remanescente daquele elenco no atual time titular: o gigante Cássio, então inexperiente arqueiro vindo do PSV-HOL.

Com grande atuação, o camisa 24 segurou o ímpeto do Emelec-EQU nas oitavas de final, fora de casa, e assegurou o 0 a 0. Na volta, preocupado em acabar com a “maldição das oitavas”, fase na qual o Timão havia sido eliminado em quatro das oito vezes que disputou, o time abriu o placar logo de cara, com Fábio Santos. Depois, selou a vaga com Paulinho e Alex.

Nas quartas de final, o rival era o Vasco, mesmo adversário direto na disputa pelo Brasileiro de 2011. Em São Januário, novo empate sem gols, com mais uma boa atuação de Cássio. Mas foi na volta, no Pacaembu, que ele se consagrou. Com o time nervoso, salvou lance cara a cara com Diego Souza, no começo do segundo tempo, em defesa lembrada até hoje pela torcida.

Gols “na raça” e final inédita

Depois do “milagre”, Paulinho, na parte final do jogo, marcou o único gol do confronto, de cabeça, e carimbou a vaga corintiana para encarar o Santos de Neymar nas semifinais. Em mais uma prova de maturidade, o time foi à Vila Belmiro e venceu, com gol de Emerson Sheik, suportando a pressão do time da casa após a expulsão do camisa 11, no segundo tempo.

Na volta, a torcida levou um susto com o gol do craque santista, no final do primeiro tempo, mas o tento pareceu ser a senha para mais um nome pintar como herói na campanha: o meia Danilo, que anotou seu quarto gol na competição ainda no começo da etapa final, assegurando outra classificação, a primeira do Timão a uma decisão de Libertadores em toda a história.

Domínio e “estrela” coroam título

A decisão opôs o Timão ao Boca Juniors, hexacampeão do torneio, mas a melhor equipe nos dois jogos foi o clube do Parque São Jorge. Fisicamente superior ao adversário, Tite apostou no ataque sem referência e na movimentação, buscando ao menos um empate fora de casa. Já na metade final do segundo tempo, porém, Roncaglia aproveitou bola rebatida na área e abriu o placar.

Sem poder de fogo, o treinador usou sua famigerada “estrela” e mandou a campo Romarinho no lugar de Danilo. O atacante, que acabara de fazer dois gols no Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, recebeu ótimo passe de Sheik e encobriu Orión para deixar tudo igual. Ainda antes do fim, uma cabeçada de Viatri explodiu na trave e, no rebote, Cvitanich perdeu o gol sem goleiro, fazendo parecer que o título não tinha mais como não ser corintiano.

Já calejada pelas decepções da história, porém, a Fiel esperou a longa semana entre 27 de junho e 4 de julho para comemorar. Em campo, mais uma vez o Alvinegro foi superior, contando com a lesão do bom goleiro adversário Orión ainda no primeiro tempo. Faltava, porém, alguém que conseguisse transformar a imposição dos comandados de Tite em gols marcados.

Foi aí que, aos oito minutos, Alex cobrou falta na área, Jorge Henrique desviou e a zaga não tirou. Quase caindo, Danilo tocou de calcanhar para Emerson Sheik matar no peito e fuzilar, abrindo caminho para o triunfo. Pouco depois, aos 27, o camisa 11 se consagrou: roubou a bola no ataque e correu muito para vencer Caruzzo na velocidade, deslocar Sosa e, como um raio, marcar seu nome na história corintiana.

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