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O valor de um incentivo

01:30 | 04/10/2019
Inclusão social pelo Esporte - Jefferson Lima (à esquerda)
Inclusão social pelo Esporte - Jefferson Lima (à esquerda)(Foto: Divulgação / Sejuv)

Medalhista de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de 2019, que aconteceram no mês de agosto, em Lima, no Peru, o paratleta Jefferson de Lima é um dos beneficiários do programa Bolsa Esporte. Praticante de lançamento de dardo, ele reinveste o valor que recebe do Governo do Estado na prática esportiva, com o intuito de manter os bons índices que possui.

"O dinheiro que eu recebo todos os meses ajuda na minha alimentação, suplementação e na compra de material desportivo", enumera Jefferson. Ele faz parte do grupo que recebe o maior valor, destinado aos atletas de alto rendimento, mas precisa alcançar algumas metas para se manter dentro do programa.

Além do Bolsa Esporte, que ele passou a receber este ano, o lançador de dardo também conta com o Governo do Estado para o custeio de passagens aéreas. "Só esse ano eu fui agraciado quatro vezes e essas viagens me permitiram alcançar índice para disputar os jogos Parapan-Americanos (de Lima)", disse.

Ele disputou duas etapas nacionais da modalidade, o Campeonato Brasileiro e um Open internacional, tudo em São Paulo, antes da medalha em Lima.

Aos 27 anos, Jefferson não consegue viver apenas como atleta. Ele é funcionário da prefeitura de Pindoretama e coordena projetos sociais com crianças na Cidade. Lá mesmo ele faz os treinos, na grama, condição que diminui o potencial que ele possui. "Nas competições nós corremos em pistas oficiais e a 'passada' é totalmente diferente", disse.

Ele torce para que o Centro de Formação Olímpica do Nordeste (CFO), em frente ao Castelão, seja aberto para os atletas cearenses em breve. Segundo Jefferson, a estrutura do equipamento é ideal para desenvolver ao máximo as capacidades dos competidores cearenses.

A deficiência dele é pé torto congênito, alteração ortopédica que ocorre na fase embrionária. Um pé se desenvolve de forma normal enquanto o outro acaba entortando. Se tratado da forma adequada desde a infância, não impede que quem o tem possa praticar esportes normalmente no futuro. No caso do Jefferson, esportista de alto rendimento.

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