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O papel do ente estadual

Apoio governamental | Estado incentiva paradesporto com ações como custeio de passagens, bolsas para atletas de alto rendimento e organização de competições

01:30 | 04/10/2019
Halterofilismo é modalidade paralímpica
Halterofilismo é modalidade paralímpica(Foto: ALE CABRAL / CPB)

Incentivo é uma palavra-chave para o paradesporto. Criar condições e competições para que pessoas com deficiência (PcD) abracem a prática esportiva é gerar política de inclusão. Neste caso, o poder público tem a obrigação do fomento como método de integrar pessoas com as mais diversas limitações à sociedade.

No Ceará, existem programas e cronograma voltados às PcDs. Além do custeio de passagens aéreas a paratletas que disputam competições nacionais e internacionais, o programa "Ceará Atleta - Bolsa Esporte", que oferece uma ajuda financeira aos se dedicam ao esporte de alto rendimento, também conta com vagas para quem pratica o esporte adaptado.

O edital mais recente do Bolsa Atleta selecionou 27 paratletas para receber o benefício, aumentando para 125 o número de pessoas com deficiência contemplados atualmente. O maior valor pago é de R$ 260 e a competitividade é critério para manutenção do recebimento, como metas em competições locais, regionais e nacionais (de acordo com o edital).

Em termos de passagens custeadas pelo Governo, só neste ano,foram pelo menos 26 paratletas beneficiados — dois deles para destinos internacionais. A variação de modalidades é grande, desde o surfe adaptado ao handebol em cadeira de rodas.

Mas dá pra competir dentro do Estado também. Em abril são disputados os Jogos Paradesportivos do Ceará, realizados pela Secretaria de Esporte e Juventude do Estado (Sejuv). Na última edição, mais de 400 concorrentes, com as mais diferentes deficiências, participaram, mostrando que a Terra do Sol tem vocação para o esporte adaptado. Foram 14 modalidades oferecidas em três dias consecutivos de competições.

No último mês de setembro, ocorreu também o Festival Paralímpico, com o objetivo de promover a vivência do esporte em três modalidades: a bocha, o golbol e o handebol em cadeira de rodas. A diferença deste evento é que 20% dos participantes não possuem deficiência física ou intelectual, uma vez que o intuito é sociabilizar e demonstrar a importância das atividades paralímpicas. Essa interação também acontece com a inclusão do atletismo e natação paralímpicos nos jogos escolares convencionais.

O incentivo ao esporte adaptado, no entanto, não está apenas em eventos isolados. No Ceará, o governo estadual também mantém o Centro de Profissionalização Inclusiva para Pessoas com Deficiência (Cepid), que além de capacitar pessoas com deficiência para a entrada no mercado de trabalho, oferece suporte ao esporte.

Mais de 100 atletas treinam por lá diariamente, em modalidades como basquete e handebol adaptados, natação, tênis de mesa ou de quadra. Todo o atendimento é gratuito.

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