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Esportes
CHEGADAS POSITIVAS

Novos reforços, Quintero e Romero podem mudar histórico ruim de estrangeiros no Fortaleza

Jogadores já treinam com o elenco tricolor; Marcelo Paz, presidente do clube, acredita no potencial dos atletas

20:14 | 24/01/2019
Quintero e Romero já treinam com o elenco tricolor
Quintero e Romero já treinam com o elenco tricolor

O Fortaleza enfrentou uma montagem de elenco diferente em 2019. Depois de 13 anos longe da Série A do Campeonato Brasileiro, o Tricolor retornou à competição e viu um desafio na escolha dos jogadores para a disputa do ano - exemplos recentes mostram o desastre que pode ser em caso de erro.

Na semana passada, porém, o Leão mostrou que não tem seus olhos virados apenas para o Brasil e passou a olhar para jogadores de outras nacionalidades da América do Sul. Primeiro, Santiago Romero, volante de 29 anos, que chega vindo do Nacional-URU, clube tradicional do vizinho Uruguai. Depois, Juan Quintero, zagueiro colombiano de 23 anos proveniente do Deportivo Cali-COL.

Esses dois atletas aterrissam em Fortaleza com a missão de colaborar diretamente na briga para não cair à Série B. Além disso, ambos tentarão quebrar a escrita de que jogadores estrangeiros não dão certo nos clubes cearenses - Germán Pacheco (argentino) e Gastón Filgueira (uruguaio) são exemplos recentes no Leão.

Quintero e Romero chegam com um status melhor do que os anteriores. O primeiro é tricampeão uruguaio e participou de Libertadores e o segundo já chegou a ser convocado à seleção colombiana. Ao Esportes O POVO, o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz, declarou que esses currículos possam ajudar no sucesso em terras alencarinas, além de se mostrar confiante com os novos contratados.

"[Acho que darão certo] Porque são jogadores que estão vindo de times que primeira linha. [Santiago] Romero era titular do Uruguai, jogou Libertadores, vem de um bom nível de atuação, tricampeão nacional em um grande time e o [Juan] Quintero já foi até para seleção colombiana, atuava em bom nível, por isso acho que a possibilidade [de dar certo] é maior. O próprio Germán Pacheco, que veio do Peru, uma liga mais fraca que a do Uruguai", comparou o dirigente, utilizando o exemplo mais recente.

ADAPTAÇÃO EM UM NOVO PAÍS

Clima, língua e cultura diferentes são apenas alguns dos obstáculos que jogadores enfrentam ao chegar em países novos. Juan Quintero e Santiago Romero enfrentarão esses e outros empecilhos que possam vir a aparecer no caminho pela cidade de Fortaleza. Mas para o presidente do Leão, Marcelo Paz, o clube estará inteiramente à disposição no que os dois atletas precisarem e ainda destacou que a agremiação acompanha-os.

"Adaptação é algo super necessário para a pessoa estar feliz, poder render. Colocamos pessoas ligadas ao clube que falam espanhol para dar assistência ao jogador, desde que pousou no aeroporto. Santiago [Romero] mostra que quer aprender português, todo dia perguntando palavras novas. Quer se comunicar em português. [Juan] Quintero está buscando o mesmo. Rogério Ceni fala espanhol fluente. Clube vai ajudar diretamente no que puder", declarou o mandatário.

Fato é que ambos terão tempo para se adaptarem à cultura local e ao estilo de jogo de Rogério Ceni, até porque chegam com status de no mínimo briga por titularidade. Os torcedores podem tirar suas conclusões conforme o ano for acontecendo e os dois forem jogando, mas potencial para desbancar o mau retrospecto, eles têm.