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A bola nunca para

A Bola nunca para

05:00 | 17/01/2019

Depois das festas de fim de ano, a bola voltou a rolar oficialmente. Escrevo oficialmente porque na verdade ela nunca parou, pois, durante as férias, esteve sempre rolando nos pés dos jogadores, ex-jogadores e artistas nas confraternizações de fim de ano.

A temporada iniciou com o campeonato estadual. Num mundo cada vez mais globalizado - você toma uma Coca-Cola aqui e arrota na China - e tendendo para uma elitização, os dirigentes dos grandes clubes reclamam que o Estadual não compensa porque dá prejuízo.

Embarcando nessa canoa vai uma parcela ponderável da mídia esportiva, porque a competição não atrai a audiência e isso significa a ausência de patrocinadores, além dos riscos que correm em estádios que não oferecem conforto algum e sem segurança nenhuma.

Pregar o fim dos campeonatos estaduais é um desastre para o futebol. A mídia esportiva, bem como os dirigentes de clubes, têm suas razões, mas extingui-los seria dar um tiro no próprio pé. Federações e clubes devem se debruçar sobre esse assunto e encontrar saídas.

Nesta edição 2019, dividido em quatro fases, pouparam Ceará e Fortaleza da primeira por conta da Copa do Nordeste. Em outros tempos haveria uma chiadeira alegando que estavam protegendo os grandes. Os Estaduais andam tão desmoralizados que ninguém reclama mais.

Segundo matéria de ontem do caderno de Esportes aqui do O POVO depois de terem sido realizados nove jogos do campeonato cearense, apenas três tiveram saldo financeiro. Dois deles no estádio do Junco, em Sobral. O outro foi no Domingão, em Horizonte.

Quem iniciou bem na Copa do Nordeste foi o Fortaleza. Ganhar de três do Náutico dentro dos Aflitos é um resultado e tanto. Sem ter ainda um padrão de jogo definido, a equipe se defendeu bem e contra-atacou com velocidade. O Júnior Santos é bom de bola.

O Ceará estreia logo mais contra o Sampaio Corrêa. Dentro do campo a parte ofensiva é uma incógnita. Fora dele, a competente diretoria alvinegra inaugura uma gestão conjunta com a Secretaria do Esporte na exploração de bares, estacionamento e demais espaços do Castelão.